A nova ordem internacional não está sendo moldada para trazer justiça ou igualdade entre as nações, mas para comportar um novo projeto imperialista. Nós observamos a União Europeia impor tarifas severas para se proteger da concorrência desleal da China, que inunda o mercado com sobrecapacidade subsidiada.
Ao mesmo tempo, testemunhamos uma alteração profunda na ordem internacional baseada em regras, agora voltada para o protecionismo e a sobrevivência econômica. O avanço autoritário de Pequim se consolida com a instalação de delegacias chinesas clandestinas para monitorar e coagir opositores no exterior, levando seu poder persecutório e a perseguição a dissidentes para muito além de suas fronteiras, utilizando leis de alcance extraterritorial para silenciar qualquer crítica.