
Publicado em 24 de Junho de 2026
Esta é a última semana que o governo Lula pode inundar televisão, rádio e internet com propaganda paga com o seu dinheiro. A partir de julho, as restrições eleitorais começam a valer e essa máquina de marketing oficial tem que ser desligada. Claro que os “especialistas”, “comentaristas” e “analistas” da grande imprensa seguirão fazendo propaganda disfarçada de opinião. Mas o governo tem a última semana para tentar vender uma imagem de Brasil próspero, enquanto a realidade que o povo vive fica cada vez mais distante do que é mostrado nas telas.
Em 2025, a verba de comunicação da Presidência foi inflada em mais de R$ 116 milhões, chegando a quase R$ 876 milhões. Só na campanha do “fim da escala 6×1” foram gastos R$ 80 milhões. Os gastos com publicidade digital bateram recorde. Tudo isso com dinheiro público, enquanto o governo tenta vender uma imagem de Brasil próspero.
Mas quem prospera não é quem paga essa conta.
Os bancos nunca estiveram tão bem. Em 2025, juntos, os bancos superaram os R$ 255 bilhões em lucro. Enquanto o governo alardeia “crédito acessível” e “juros mais baixos”, o spread bancário continua alto e o lucro explode exatamente porque as famílias estão cada vez mais endividadas. Quem lucra com o aperto do povo são sempre os mesmos.
O endividamento das famílias bateu recorde histórico. Em abril de 2026, 80,9% dos lares brasileiros declararam ter alguma dívida — o maior índice desde o início da série da CNC. São mais de 73 milhões de negativados. Cartão de crédito, empréstimos, cheque especial… e agora as apostas viraram mais uma forma de tentar sobreviver ao fim do mês.
Porque as bets também não aparecem na propaganda? Em 2025, as casas de apostas autorizadas fecharam o ano com R$ 36,9 bilhões de faturamento. E a febre só piora: os dados oficiais da Receita Federal revelam que as bets faturaram R$ 12,2 bilhões só no primeiro quadrimestre de 2026 — o dobro do mesmo período do ano passado. O governo regulamentou o setor, arrecada impostos e finge que o problema não existe. Na prática, transfere dinheiro do salário para as bets e depois para a inadimplência. O varejo perde, as famílias perdem e a conta de saúde mental e financeira sobe.
Os gastos com o cartão corporativo também ficam de fora da narrativa oficial. Desde janeiro de 2023 até fevereiro de 2026, o governo Lula desembolsou mais de R$ 1,4 bilhão por esse meio de pagamento. Só em 2025 foram R$ 423 milhões. Muitos desses valores seguem em sigilo. Refeições, viagens, materiais e plataformas de entrega pagos com dinheiro público enquanto eles falam em responsabilidade fiscal.
E a dívida pública? Chegou a 80,1% do PIB — R$ 10,4 trilhões. O governo gasta mais do que arrecada, empurra a conta para frente e depois usa o seu imposto para fazer propaganda dizendo que “o Brasil está de volta”.
Assim como as escolhas políticas, o governo também escolhe as narrativas e prioridades e prefere gastar milhões para mostrar o que convém em vez de enfrentar o que dói. E você, que financia tudo isso com seus impostos, tem o direito de saber o que a propaganda nunca vai contar.
Porque a verdade, diferente da propaganda, não precisa de verba milionária para aparecer. Ela está aí — no extrato do banco, na fatura do cartão e na conta que não fecha no fim do mês. Essa é a última semana que você paga para ser enganado pelo governo que arrecadou quase R$ 4 trilhões em 2025.