Violência cotidiana é herança do PT

Publicado em 10 de Maio de 2026

Quem nunca ouviu, numa mesa de bar, o sujeito contar que foi assaltado semana passada? Conta rindo. Pede outra cerveja, e o assunto morre ali, entre uma piada e outra. É assim de Manaus a Porto Alegre, e já virou o jeito padrão do brasileiro receber má notícia, com resignação. Nós desenvolvemos esse traço. Os mais novos herdaram dos pais, e vamos passar para os filhos se continuarmos a nos acostumar a apanhar sem notar o tamanho do soco.

Mais de duas décadas de escândalos petistas em série como o Mensalão, o Petrolão, os Aloprados, e agora o Aposentão – esse último batizado de “a maior fraude da história do país”, onde mais de R$ 6 bilhões foram surrupiados de aposentados – tem, como sempre, pessoas do PT no meio do enredo: Frei Chico de um lado, Lulinha do outro. Lula, que aprendeu cedo a desconhecer os próprios irmãos quando convém, repetiu o seu bordão: “Eu não sabia de nada”. Nunca sabe.

Aqui fora, na vida real, o brasileiro vai trancando as portas. O Anuário de Segurança Pública mostrou que as mortes violentas de policiais subiram quase 34% no segundo ano deste governo. Os feminicídios batem recorde. A Bahia, petista da gema, registrou a segunda maior taxa de mortes violentas do Brasil e tem cinco das dez cidades mais perigosas do país. O detalhe mais importante a se notar nos dados é que a queda nacional de homicídios se concentra nos estados governados pela oposição ao PT. São Paulo gasta menos por habitante e protege mais pessoas. A Bahia gasta mais, tem mais discurso e enterra mais brasileiros.

A manobra de sempre dos petistas, de falar que “a segurança pública é dos estados”, deixa de fora um detalhe: os governos petistas apresentam, de tempos em tempos, uma PEC para centralizar tudo em Brasília, exatamente nas mãos de quem produziu Bahia, Pernambuco e Maranhão como vitrines da violência. Trapaceiro velho vive da regra que quando se perde, é só mudar o jogo.

Em 1953, Vargas criou a Petrobras e três anos depois já apareciam as primeiras roubalheiras no entorno da estatal. Em 1954, o atentado da Rua Tonelero escancarou a “república do galinheiro” que Getúlio mantinha na guarda pessoal. Mudam os anos e aqueles que se apresentam como “pais dos pobres” terminam, sem falta, roubando o pobre na fonte. O fizeram no Mensalão para destruir o congresso; no Petrolão para se perpetuar no poder, e agora roubam quem ganha um salário mínimo, um fundo do poço moral.

Esta semana Lula foi a Washington conversar com Donald Trump. Sorriso para a foto, promessa de grupos de trabalho e muitas piadas. O homem que não consegue responder pelo INSS, nem pela violência nos próprios redutos, nem pelos parentes citados em inquérito, foi pedir clemência aos EUA para que os cartéis de droga nacionais não sejam taxados como terroristas. Eis o ponto que esclarece tudo: quando um presidente dá de ombros ao ver os números da violência mas larga tudo de última hora para pedir pela ‘soberania’ de narcoterroristas, é loucura achar que o interesse dele é o bem do povo.

O brasileiro real não vive de comunicado oficial. Vive com grade na porta e na janela, manda mensagem para a mãe quando chega em casa, e tem medo que o dinheiro do pai aposentado esteja sumindo sem sua autorização. Aprendeu, na pele, que tudo que o PT promete chega cai no seu colo de maneira invertida. Prometeu segurança e entregou violência. Prometeu dignidade e entregou corrupção sistematizada. De soberania, melhor nem falar: o homem voltou de Washington pedindo sorriso. A realidade é a melhor professora, porque sempre se faz entender. Falta ao brasileiro parar de dar de ombros e começar a sentir a pancada.

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