Pobres, metodologicamente pobres

Publicado em 31 de Outubro de 2026

O Índice da Heritage mostra que, sob a gestão Lula, o Brasil figura na 134ª posição do ranking de liberdade econômica de 2026, com nota 52,4 — queda de 2,7 pontos ante o ano anterior. O governo estrangula o “capitalismo brasileiro”, tornando inóspito o setor produtivo, ao mesmo tempo que aposta nele para financiar programas sociais e garantir boa imagem perante investidores internacionais.

Nem Lula nem ninguém no PT é socialista a ponto de crer na extinção completa da propriedade privada dos meios de produção — ideia há muito abandonada pela esquerda mundial. O que a esquerda quer agora é o controle indireto da economia, por meio de impostos e regulações restritivas, que praticamente escolhem quem pode e quem não pode produzir e lucrar no Brasil.

O PT fala muito sobre garantir os meios de subsistência de parte da população mais pobre, principalmente em ambientes pouco urbanizados e inacessíveis, onde o “mercado” e o sistema econômico de produção não têm interesse em alcançar as pessoas com postos de trabalho e recursos.

O governo mantém a aposta no “capitalismo” das cidades urbanizadas e dos grandes centros, para que atraiam dinheiro do exterior e possam produzir para sustentar essa camada mais pobre de brasileiros desafortunados, certo? Errado! O petismo vem produzindo endividamento das famílias nos ambientes urbanos, escassez de postos de trabalho — principalmente os bem remunerados — e alta no custo de vida dos grandes centros.

E como será possível financiar os gastos do governo, os auxílios para os mais vulneráveis e as políticas de fomento ao desenvolvimento — que já não estão dando certo — diante do empobrecimento dos centros urbanos?

Ora, a parte mais importante da agenda petista não é manter auxílios e ajudar os mais pobres, mas criar uma sociedade de duas classes, na qual existam comandantes e comandados, sem intermediários que possam reagir diante do empobrecimento progressivo, metodológico e programado.

No fim das contas, o suposto combate à extrema pobreza é uma máscara formidável para avançar a lumpemproletarização do povo brasileiro, disfarçando a situação calamitosa de endividamento em massa, empobrecimento gradativo e perda do poder de compra do cidadão comum que vive nos grandes centros urbanos.

Enquanto o governo diz estar combatendo a pobreza e retirando o Brasil do mapa da fome, o cidadão comum tem seu patrimônio dilapidado pelo endividamento contraído com a perda do poder de compra.

Lula fala sobre o mapa da fome e o combate à miséria, mas não discursa sobre a dignidade da população brasileira, sobre como as pessoas vêm conquistando sua independência ou sobre a liberdade de adquirir bens sem ter de fazer contas para fechar as despesas do mês.

O brasileiro está ficando metodologicamente pobre, a ponto de os próprios bancos nacionais estarem sujeitos a uma gravíssima crise e de o endividamento atingir boa parte da população adulta.

Não há no Brasil um sistema nacional de economia política, mas pura e simplesmente um governo que administra a miséria e gera pobreza por meio do peso da burocracia sobre quem tenta produzir.
O ciclo não é uma falha no sistema; é o sistema funcionando como foi desenhado para funcionar.

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