
Publicado em 30 de Agosto de 2026
O autoproclamado pai dos pobres e oprimidos — que a cada pleito eleitoral fala sobre oferecer aos brasileiros três refeições por dia – acabou revelando, em um ato falho, o que militantes socialistas realmente pensam sobre o trabalhador braçal.
Ao discursar em Belo Horizonte, Lula, por um ato falho — proporcionado pelo peso da idade ou por um sincericídio —, sentenciou que a limpeza urbana é uma profissão que “não dá orgulho” e uma “coisa pobre de quem não pôde estudar”.
Usando um pouco de lógica, pode-se concluir que a revolução dos trabalhadores prometida caso o PT ascendesse ao poder não chegou; não foram dignificados e valorizados os trabalhadores e operários que alçaram o PT aos mais altos cargos da República brasileira.
A evolução petista deu errado? Trabalhadores endividados, depositando esperanças em sites de apostas e lutando para sobreviver parece o oposto da dignificação prometida pelo PT.
O fato de não se viver no Brasil da retórica petista não quer dizer que o plano revolucionário do PT tenha dado errado; pelo contrário: a degradação do Brasil e a lumpemproletarização do brasileiro aconteceram e estão acontecendo.
Sob a ótica da estratégia revolucionária neomarxista, Lula não cometeu erros estratégicos.
Pelo contrário, a receita foi seguida fielmente, com um apurado senso dialético das condições objetivas, dos momentos e das oportunidades. O resultado foi mais que excelente para o movimento: salvar da extinção o movimento comunista latino-americano e viabilizar sua ascensão ao poder em uma dúzia de países.
Além disso, no cenário nacional, a figura de Lula atuou como líder e símbolo aglutinador de uma “revolução cultural” que garantiu à esquerda o controle hegemônico das discussões públicas nas primeiras duas décadas do século XXI. Esse domínio atingiu tal grau que praticamente toda oposição ideológica desapareceu do cenário, restando, no máximo, críticas administrativas e legalistas que em nada se opunham à substância dos planos revolucionários até a ascensão do bolsonarismo, que tenta rearticular forças nacionais para resistir e enfrentar socialistas fabianos e petistas.
A agenda do PT jamais foi promover a prosperidade geral da nação e tornar o país mais produtivo e com postos de trabalho qualificados.
O PT trabalhou pela lumpemproletarização do brasileiro, acelerou a agenda de empobrecimento programado e endividamento para garantir sua permanência no poder.
Lula diz que a limpeza urbana não gera orgulho. Mas que orgulho pode ter de suas próprias ações? Como pode falar em orgulho o político que utilizou o dinheiro do pagador de impostos do Brasil para financiar obras na Venezuela, na Bolívia e na Colômbia?
A vergonha de Lula de seus próprios atos é tal que já se tornou parte da cultura brasileira categorizá-lo como mentiroso e até caçoar de seus devaneios.
Para um líder que institucionalizou o cinismo como método e a miséria como ferramenta de hegemonia, o conceito de orgulho perde qualquer sentido moral. O lulopetismo não fracassou ao não entregar o paraíso aos trabalhadores; ele obteve o mais estrondoso sucesso ao mantê-los reféns do empobrecimento.
No fim das contas, a elite revolucionária olha para o varredor de rua com desprezo porque não suporta a visão de um homem cuja dignidade reside no próprio suor.