
Publicado em 25 de Setembro de 2026
Lula foi à ONU, feito um adolescente rebelde, criticar os “poderosos” que têm se dedicado à guerra e às demais formas de intervenções armadas.
O presidente do Brasil assumiu o púlpito da ONU para, em tom ginasial, idealista e cafona, dizer que a diplomacia é a única solução para os conflitos globais, que o mundo precisa de paz e prosperidade.
Lula poderia se posicionar como estadista no maior fórum multilateral do mundo – ainda que em clara decadência como instituição – mas o que o que oferece ao mundo é um discurso genérico que mais parece uma redação do Enem de um jovem estudante tentando afagar e confirmar as crenças de mocreias militantes que o avaliarão.
É preciso fazer justiça: é muitíssimo provável que Lula não acredite em uma única vírgula do que pronunciou no púlpito da ONU. Aliado político de homens belicosos como Fidel Castro, Nicolás Maduro e José Dirceu, tendo recebido congratulações pela reeleição para seu segundo mandato pelas FARC, o atual presidente não deve acreditar no seu discurso de ativista de DCE — não que isso diminua a vergonha para o Brasil —, mas o usa como máscara pacifista para sua sede de poder e opressão já conhecida pelo povo brasileiro.
A tentativa de vestir essa máscara pacifista já deixa claro que Lula ainda é uma peça ultrapassada na engrenagem podre do multilateralismo globalista; espera ser louvado, apoiado e sustentado no poder por ecoar esse discurso pacifista enquanto assina acordos multilaterais, entrega todos os recursos econômicos do país para a elite rentista nacional e as demais riquezas para os globalistas.
Esse ideário público da nova “civilização mundial” — apresentado com ares inocentes de fruto espontâneo do progresso — constitui-se de exigências contraditórias, calculadas para rebaixar a consciência das massas a um puerilismo apatetado, pronto a obedecer, com feroz entusiasmo, às palavras de ordem mais estapafúrdias. Sabe-se que a mente bombardeada por estimulações contraditórias fica flácida, passiva, dócil a sugestões cristalizadas em símbolos e cacoetes verbais. A tecnologia de comunicações produz, em escala de nações, modificações velozes de comportamento, destruindo tradições da noite para o dia sem que as pessoas saibam de onde vêm os comandos nem o que elas implicam para a vida e para a constituição política da sociedade. Não é monopólio da imprensa: técnicas de manipulação migraram para a pedagogia, sob patrocínio de organismos internacionais, deslocando o foco do desenvolvimento cognitivo para a engenharia de comportamentos — o adestramento do cidadão da democracia populista mundial.
E é desse ideário que Lula tenta travestir seus discursos públicos, enquanto suas ações à frente da casa de máquinas do poder público brasileiro oprimem e empobrecem o brasileiro.
Se a eleição que se aproxima não for encarada como oportunidade histórica de livrar o Brasil dessa influência nefasta, se a ação pragmática de eleger Flávio Bolsonaro como presidente não dominar o debate público, a nação corre seríssimo risco de colapsar diante de tal mentalidade maquiavélica.
O Estado, sob a ótica petista, funciona como corpo fraturado em que o partido no poder age como parasita do hospedeiro, esgotando recursos e desmantelando a segurança. O discurso sobre soberania e cultivo da paz na ONU contrasta com o papel de fornecedor de matérias-primas e com a insegurança interna proporcionada pelo domínio territorial das facções. Em plena desglobalização, o país não se reposiciona para a independência material: perpetua a primarização e a submissão, enquanto os apelos multilaterais encobrem a destruição interna. Soberania de mentira lá fora; país loteado cá dentro.