
Publicado em 29 de Abril de 2026
No Brasil, a fome e a miséria supostamente são combatidas com todo o poderio da máquina pública, contra todas as hordas fascistas facínoras que tanto se empenham em manter os ricos mais ricos e os pobres mais pobres. Assim são as propagandas oficiais, os discursos no exterior e os comentários na mídia financiada por generosas verbas públicas, mas é perceptível que o PT não é apenas aliado dos poderosos, como também é o maior interessado na escalada da miséria nacional.
Isso fica evidente quando se analisa com frieza e olhar analítico a agenda e a propaganda de combate à fome e à miséria. O suposto empenho em garantir a subsistência de uma parcela extremamente vulnerabilizada através de programas sociais e auxílios estatais análogos mobiliza recursos, viabiliza políticas e coloca em evidência apenas a extrema pobreza, enquanto o empobrecimento das populações dos grandes centros urbanos do país continua sendo ignorado.
Combater a extrema pobreza, além do verniz moral e da força retórica, não atrapalha a criação de uma sociedade com apenas duas classes: uma pobre e totalmente incapaz de reagir politicamente, sobrevivendo e administrando sua miséria, enquanto uma pequena elite vive e goza de abundância material e liberdade para estar acima de qualquer lei, burocracia ou governo.
No fim das contas, o suposto combate à extrema pobreza é uma máscara formidável para avançar a lumpemproletarização do povo brasileiro, disfarçando a situação calamitosa de endividamento em massa, empobrecimento gradativo e perda do poder de compra do cidadão comum que vive nos grandes centros urbanos. Tal nível de psicopatia e dissimulação fazem Hugo Chávez ou Mujica parecerem honestos e sinceros como ursinhos carinhosos.
Enquanto diz estar combatendo a pobreza e retirando o Brasil do mapa da fome, o cidadão comum está tendo seu patrimônio dilapidado pelo endividamento contraído pela perda de poder de compra.
A miséria no Brasil não é um trágico erro de gestão, muito menos fruto do “capitalismo selvagem”, como reza a lenda acadêmica das veias abertas da América Latina. Ela é a engenharia do caos aplicada à nação, a fórmula perfeita de um assalto metódico que faz de todo cidadão a presa de um Estado burocrático preocupado exclusivamente em policiar os cidadãos. Ao asfixiar o produtor, o pequeno empresário e o trabalhador com o peso esmagador de impostos e amarras burocráticas, garante-se que as grandes corporações não enfrentarão concorrência e que a população perca os meios de reagir ao poder do Estado policial petista.
No fim das contas, o combate à fome é uma máscara para a perda da dignidade do povo, que passa a depender do Estado, dos bancos ou de familiares para sustentar 0 padrão de vida de uma elite burocrática. Em vez de falar sobre o mapa da fome e o combate à miséria, Lula não discursa sobre a dignidade da população brasileira, sobre como as pessoas vêm conquistando sua independência ou sobre a liberdade para adquirirem bens sem ter que fazer contas para fechar as despesas do mês. Simplesmente porque não há o que apresentar, não há nada que possa ser dito sem agravar sua impopularidade.