As veias abertas deixadas por Lula

Publicado em 27 de Agosto de 2026

As relações políticas, de forma inevitável, passam pela escolha de amigos e inimigos: quem é a ameaça, o risco existencial, e quem é o amigo e aliado igualmente ameaçado na arena pública.

Essa escolha está indissoluvelmente ligada à compreensão desse inimigo, de seus mecanismos de opressão, legitimidade e moralidade.

Por motivos óbvios, tudo isso passará pelas narrativas em circulação e suas interpretações consensuais, de como a sociedade adere às narrativas que os grupos políticos colocam em circulação, ou as rejeita.

A narrativa “anti-imperialista” da esquerda latino-americana — às vezes financiada pelos imperialistas, diga-se — foi baseada na estúpida tese e chatíssima prosa de Eduardo Galeano. A tese de que as veias abertas da América Latina foram causadas pela exploração para o desenvolvimento do primeiro mundo, e não pela incompetência do terceiro mundo, somada ao sádico programa de empobrecimento programado da Comissão Trilateral e do Clube de Roma.

A esquerda fala do alto do seu moralismo sobre as veias abertas pelo imperialismo, mas pouco ou nada diz sobre as veias abertas no Brasil por Lula.

Lula, esse que construiu no exterior com dinheiro brasileiro, fez empréstimos, perdoou dívidas e levou calotes. Isso sem mencionar sua tragicômica política fiscal — suas peripécias na política externa já são o suficiente para declará-lo um traidor —, que aumenta impostos vertiginosamente para poder distribuir benesses ao povo mais pobre, literalmente empobrecendo o país para parecer que cuida dos pobres.

O país, vivendo sob essa agenda, não prosperou e ainda passará para as futuras gerações as contas da imprudência desse governo, e é por isso que é preciso falar sobre as veias abertas que Lula deixará no Brasil.

Ao analisar o quadro historicamente, a destruição da infraestrutura econômica, a fuga de mão de obra qualificada, o sufocamento de cadeias produtivas e a destruição do poder de compra já causaram um prejuízo incalculável para a nação.

Mas, mesmo ao se olhar apenas para a atualidade, já é perceptível a falência do Brasil: a quebradeira sistemática promovida pela política do governo Lula virou rotina; a inadimplência, normalidade, enquanto o brasileiro vive em um cenário de desesperança e falta de confiança nas instituições.

A própria equipe econômica esperava encher o caixa com R$ 55,5 bilhões em dividendos das estatais neste ano de 2026, mas a realidade entregou apenas R$ 10,4 bilhões no primeiro semestre. Uma queda real vertiginosa de 58% em relação ao ano anterior. Em bom português: a fonte de dinheiro fácil com a qual o governo contava para maquiar suas contas simplesmente minguou. A voracidade arrecadatória fracassou até na taxação de dividendos, recolhendo pífios 8% da projeção. Apertaram tanto as empresas que a fonte secou.

Enquanto o cofre esvazia, o governo liga as turbinas do BNDES para fabricar uma falsa sensação de prosperidade, despejando R$ 75,6 bilhões em crédito no semestre. De um lado, o Banco Central encarece o dinheiro para frear a inflação; do outro, o governo usa o BNDES para inundar o mercado com bilhões, agindo na contramão e boicotando a estabilização.

Já se tornou visível para todos: as veias abertas deixadas por Lula não prejudicam apenas as próximas gerações, mas podem levar o país a óbito a qualquer momento.

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