A Perseguição Woke Está Legalizada no Reino Unido

Publicado em 09 de Maio de 2026

Uma decisão judicial reacendeu o debate sobre a liberdade acadêmica no Reino Unido. A Suprema Corte anulou uma multa de R$3,9 milhões imposta à Universidade de Sussex por não ter contido a perseguição à professora Kathleen Stock. O veredito invalidou uma pena aplicada anteriormente pelo órgão regulador, que acusava a instituição de não conter a campanha de assédio movida por ativistas contra a acadêmica devido às suas posições críticas à identidade de gênero.

Para entender a gravidade disso, é preciso voltar ao cerne do conflito. Stock era uma respeitada professora de Filosofia na Universidade, cujas pesquisas focavam na distinção entre sexo biológico e identidade de gênero. Por defender que o sexo é imutável e relevante para espaços de proteção feminina, tornou-se alvo da militância trans e da cultura queer dentro do campus.

Em 2021, foi vítima de uma campanha de difamação coordenada, que incluiu cartazes exigindo sua demissão, ameaças de morte e a recomendação policial de que ela instalasse câmeras de segurança e utilizasse guarda-costas no campus. Sentindo-se abandonada pela universidade, renunciou. O órgão regulador do ensino superior interveio, multando a Universidade de Sussex por falhar em proteger a liberdade de expressão de Stock.

A decisão atual da Suprema Corte é um marco cultural e jurídico desastroso. Ao anular a punição contra a Universidade de Sussex, o sistema judiciário removeu o único mecanismo real de dissuasão contra a censura ideológica: o bolso. Na prática, a decisão legalizou a perseguição à cientista que ousou defender uma das verdades mais elementares: menino é menino e menina é menina.

A Corte argumentou que as universidades podem restringir o discurso se for “justificado e proporcionado” dando aos burocratas de RH e aos ativistas o poder de definir o que é ou não censurável. Se uma verdade biológica óbvia incomoda um grupo barulhento, a universidade agora tem o respaldo jurídico para tratá-la como uma “interferência desproporcional” na “segurança emocional” dos alunos. É a vitória do sentimento sobre o fato. Nada mais anticientífico do que isso.

Quando Stock foi perseguida, a universidade emitiu notas genéricas sobre “liberdade de expressão”, mas, nos bastidores, validou as políticas que alimentavam os agressores. A Suprema Corte sinaliza que as instituições podem ser cúmplices por omissão. Se não há consequência, o incentivo para proteger uma voz dissidente contra a turba é zero.

Para qualquer crítico da agenda de gênero, o sinal emitido é claro: a ciência e a biologia foram banidas da esfera acadêmica. A decisão “recompensa” os perseguidores, provando que o assédio funciona. Se você tornar a vida de um professor um inferno, a instituição se livrará dele e o tribunal se livrará da multa. E notem que a biologia é uma ciência bastante verificável. Imagine como não estarão os departamentos das áreas mais abstratas como ciências sociais, pedagogia ou psicologia?

O caso Kathleen Stock é a agonia do debate intelectual no Reino Unido. Coroa a cultura do cancelamento e premia a covardia sobre a verdade. Ao lavar as mãos, o Judiciário permitiu que as universidades deixassem de ser lugares onde se cultiva o saber para se tornarem santuários da ortodoxia woke. A eleição de Trump e o crescimento da direita na Europa foram golpes duros nessa cultura, mas há ainda um longo caminho a ser percorrido para que a insanidade que tomou conta do ocidente seja definitivamente extirpada das instituições.

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