Por que o debate público foi reduzido a xingamentos, generalizações e caça às bruxas? Neste Mesa Pra Dois, Carlos de Freitas e Joel Gracioso dissecam a mania perigosa de rotular grupos inteiros na política — seja chamando regiões do país de “câncer” ou caindo na falácia de que “todo pobre de direita é burro”. Analisamos como a pobreza de análise e a impulsividade tomaram conta das redes sociais, transformando indivíduos com histórias complexas em meras caricaturas de uma manada.
Também conversamos sobre uma ironia brutal: a contradição de pessoas que se dizem conservadoras e defensoras das liberdades individuais, mas que adotam a mesma mentalidade coletivista e tribal da esquerda na hora de atacar oponentes. A discussão passa pelas raízes desse comportamento, a falta de pensamento crítico na educação e a urgência de colocar os “adultos na sala”. Entender os motivos do outro dá trabalho, mas pensar com o fígado é o caminho mais rápido para a derrota moral.