A farsa do Lula "antissistema"

Publicado em 16 de Abril de 2026

A ideia do PT de vender Lula como uma figura “antissistema” é um dos maiores monumentos ao cinismo da política global. É preciso uma dose cavalar de amnésia — ou de desonestidade intelectual — para acreditar que o político mais paparicado pelo establishment jurídico e financeiro da história do país representa qualquer tipo de ruptura. Lula é o fiador de uma ordem decadente que mantém o Brasil acorrentado ao subdesenvolvimento. Ele não tem nada de rebelde. 

A prova de que o sistema o abraçou com força total está nos balancetes: sob o governo do autoproclamado “pai dos pobres”, os bancos lucram como nunca. Enquanto o discurso oficial ataca o rentismo para deleite da militância, a prática entrega um país viciado em juros estratosféricos que enriquecem o topo da pirâmide e esmagam o cidadão na base. O endividamento das famílias atingiu níveis dramáticos, transformando o trabalhador em um escravo de boletos e juros abusivos, enquanto o governo atua como o cobrador de luxo que garante a liquidez do setor financeiro com o suor do contribuinte.

A soberania, palavra fetiche do marketing petista, derrete diante da realidade das ruas. É uma piada falar em Estado soberano quando 26% do território nacional está sob o domínio do crime organizado. Enquanto o governo gasta energia e recursos tentando regular opiniões e perseguir dissidentes na internet, facções criminosas exercem o poder de fato, ditando leis, cobrando impostos paralelos e humilhando as forças de segurança. O “antissistema” de Brasília parece perfeitamente confortável em dividir o poder com o submundo das capitais e das fronteiras, desde que a narrativa de “paz e amor” permaneça intacta na imprensa alinhada.

Enquanto o brasileiro comum faz malabarismos para pagar a conta de luz e colocar comida na mesa, a elite do poder ostenta. Os gastos bilionários com viagens internacionais, comitivas faraônicas e mordomias em hotéis cujas diárias superam anos de salário de um trabalhador são um verdadeiro deboche com quem produz e paga impostos. Essa aristocracia estatal, que viaja o mundo pregando a justiça social, não hesita em torrar o dinheiro público para manter o brilho e o conforto de sua corte imperial, revelando que a “prioridade com os pobres” termina onde começa o próprio privilégio.

O governo Lula trata o pagador de impostos apenas como fonte de arrecadação para sustentar sua própria ineficiência. As estatais voltaram a dar prejuízo porque foram reduzidas mais uma vez à moeda de troca. O orçamento público é a grande ferramenta de apoio partidário. O discurso “antissistema” esconde o velho fisiologismo de sempre, que sacrifica o crescimento do país para manter os privilégios de uma classe política que gasta muito e não produz nada.

Lula é o anfitrião do banquete e o guardião dos portões do establishment. O verdadeiro antissistema cortaria na própria carne, extinguiria privilégios da casta política, abriria a economia para a competição real e retomaria os territórios das mãos dos bandidos com o rigor da lei. 

Para Lula e o PT, a melhor forma de se perpetuar é fingir que está sendo combatido por quem mais o alimenta. Pelo que mostram as pesquisas eleitorais, esse papo furado não está colando. Qual será a próxima narrativa?

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