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Trump Parece Subestimar a Influência e o Poder da Cristandade Sobre o Mundo.

Publicado em 15 de Abril de 2026

Toda a comunidade cristã se escandalizou com a recente postura de Trump que, para além de bater de frente com o Papa, também postou uma imagem de si emulando Cristo curando miraculosamente um doente.

A reação não veio só de adversários. O Arcebispo Coakley, presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA, se desapontou, e o conservador Bispo Barron – da Comissão de Liberdade Religiosa da Casa Branca –  fez críticas duras à postura do presidente.

Esta é uma conduta estranha para quem deve a eleição, em grande parte, aos cristãos — visto que 56% dos católicos e 81% dos evangélicos brancos votaram nele em 2024.

Estes eleitores cristãos, que são base do MAGA, votaram em Trump pela promessa de que os EUA, em vez de gastar recursos em guerras ou “promoções coercitivas da democracia” em países estrangeiros, dariam prioridade às necessidades econômicas e sociais internas.

Mas a ofensiva contra o Irã em fevereiro — justamente o que motivou as críticas do Papa — mostrou o contrário. Parte dessas intervenções atende ao Vale do Silício, antes inimigo e agora aliado do trumpismo. Empresas como Palantir e Anduril integraram IA às prioridades militares e lucram como nunca com essa aliança.

Anteriormente, foi através de uma cooperação com as forças de mercado e através da cultura woke que a elite do Vale tentou impor seu domínio. Agora, eles se aproveitam da cultura conservadora e do setor militar para sequestrar o trumpismo.

Frente a isso, eleitores cristãos têm abandonado o MAGA — reportagens documentam um “quiet quitting” de igrejas evangélicas — e líderes mundiais têm se afastado. Isso porque os oligarcas da tecnologia têm recursos materiais, mas não possuem cultura própria nem são capazes de dar sentido às vidas daqueles que pretendem governar.

E esse sentido de vida não só direciona as aspirações do eleitorado, como dá forma às demandas da população, ao projeto social conservador, a um modo de viver que é oposto àquele que os adversários woke tentaram impor com a força do mercado financeiro e foram incapazes de fazer “vingar”.

Assim como eleitores cristãos se recusaram a votar pelo projeto woke ateu dos democratas, eles também se recusaram a sustentar com os frutos do seu trabalho produções culturais anticristãs, boicotaram serviços e bens de consumo que propagavam o discurso anticristão, e esses players do mercado foram obrigados a ceder.

No Brasil, o impacto do apoio (ou da rejeição) cristã é tão grande que, para sobreviver, a esquerda precisou sequestrar o catolicismo a partir dos anos 60 (utilizando sua base para depois fundar o PT) – e ainda hoje, para resistir, tenta agora fazer o mesmo com o evangelicalismo.

Sem a base cristã, que dá alicerce e forma ao que conhecemos como ocidente, o ocidente não sobrevive, sem a base cristã do MAGA, o trumpismo ou qualquer projeto político – eleitoralmente – não sobrevive. 

E quando os cristãos como um todo tomarem ciência disso, e se unirem em torno de valores comuns para pressionar aqueles que desejam o poder, as chances de o cristianismo efetivamente ascender ao poder e gerar novamente uma sociedade cristã, são enormes.

Fizemos uma recente análise sobre o assunto em um report mais completo, com foco na situação nacional envolvendo os evangélicos, que vale a leitura se o tema te interessar.

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