A operação dos EUA para extrair Maduro é um fato inédito, considerando a chamada ordem baseada em regras. Uma operação bem-sucedida de captura de um líder narcoterrorista, sem bombardeios nem instabilidade regional, é sinal de que uma nova ordem internacional está emergindo — e de que não há retorno para a ordem baseada em regras, fundamentada no multilateralismo e na burocracia.
Mas como será essa nova ordem? Estamos passando por um momento delicado e possivelmente belicoso? Ou estamos desatando as amarras burocráticas do multilateralismo para retornar a um direito internacional fundamentado no consenso entre nações?
E, diante disso, como o Brasil deve se posicionar nessa nova ordem para reconstruir sua soberania? A situação da Venezuela foi uma crise gerada pela omissão do Brasil como líder da América do Sul? Nessa nova ordem, sob uma nova dinâmica de influência e poder, as elites brasileiras precisam repensar seus conceitos sobre diplomacia, defesa e soberania.