O que dizem os números

Publicado em 19 de Agosto de 2026

A economia não é um jogo de soma zero. Igualmente não é matematizável em sua totalidade, não pode ser reduzida a tabelas, números e gráficos. É inevitável incluir em uma análise econômica fatores sociais, ambiente regulatório, dinâmica política e a possibilidade de produzir riqueza.

Sem alarmismos e com manchetes brandas, a grande mídia vem noticiando o aumento das recuperações judiciais no Brasil, que se estendem do agronegócio até tradicionalíssimas empresas do varejo. A perda brutal no poder de compra do trabalhador também vem sendo noticiada e analisada com naturalidade, em tom de leve preocupação.

Enquanto isso, empregados são dispensados, mais da metade do salário mínimo vai para a compra dos itens básicos, e famílias se apertam para fechar as contas do mês. Planos são adiados, esperanças passam a ser tratadas como devaneio e a luta pela sobrevivência vem se tornando gradativamente mais feroz. E diante desse cenário de massacre do povo, de administração da miséria, o PT, que arquitetou esse caos, tenta se apresentar como solução para a desgraça econômica nacional.

A criminalidade em alta, a dinâmica política patronal e policialesca, o ambiente regulatório repressivo e persecutório, somados a uma esquizofrenia tributária que coloca peso demasiado sobre os ombros de quem produz, são resultado de quase duas décadas de governo petista, que foi muito bem-sucedido em impor sua agenda de empobrecimento programado.

Esse projeto de miséria não decorre de incompetência administrativa; pensar que são erros de gestão que trouxeram o Brasil para esse estado de depressão econômica é fechar os olhos para a convergência de ações e o aumento vertiginoso do poder do establishment tecnocrata e do próprio PT. 

E diante dessa relação promíscua entre tecnocratas e petistas, o cidadão é tratado como ativo financeiro do Estado por meio do pagamento de impostos, e pelos bancos como endividado em potencial. Induzido a um endividamento por impostos extorsivos pelo poder político petista, somado à inflação e à epidemia de apostas, o brasileiro perde o domínio sobre seus bens, vivendo em um ambiente inóspito para a prosperidade, em que só há espaço para a luta pela sobrevivência. Incapaz de poupar, torna-se refém de esmolas assistencialistas, consolidando a perversa máxima globalista do “você não terá nada e será feliz”.

Toda essa depressão econômica não é causada apenas por indicadores ruins ou números desfavoráveis para agentes econômicos. Os números são efeitos, demonstração e evidência da falência social para a qual o Brasil foi empurrado.

A insegurança que obriga empresários a absorverem enormes prejuízos em seus balanços diante de assaltos, furtos e extorsão do tráfico de drogas, é a moldura dessa falência econômica, a estrutura que mantém o processo de empobrecimento arquitetado pelo PT.

No Brasil, não é necessário apenas recuperar cadeias de infraestrutura, reaquecer mercados e tornar o ambiente apto para a produção. É preciso restaurar a confiança de investidores e empreendedores, fazer o cidadão confiar nas instituições e não obedecê-las sob coação de sanções financeiras ou penais. É preciso recuperar o básico: prender bandidos, mantê-los na cadeia e cuidar do cidadão que quer produzir e prosperar.

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