
Publicado em 15 de Julho de 2026
Mais da metade da população adulta do Brasil está endividada, com quase um terço das famílias com mais de um ano de duração e mais de 80% das famílias endividadas de forma geral.
Isso pode parecer ser uma crise econômica atual, com circunstâncias da política internacional e desafios internos a serem superados, mas não se trata disso.
Ter famílias endividadas, com baixíssimo poder de compra e lutando pela sobrevivência, garante que não haverá reação popular diante da construção de uma máquina de repressão e perseguição dos desafetos do regime.
Articular e manter uma oposição demanda recursos econômicos, ainda mais com uma máquina policialesca de perseguição.
Manter a população amassada, lutando pela sobrevivência, é quase uma garantia de que não nascerá qualquer movimento ou força política espontânea; as elites, assim, mantêm o controle da política nacional.
A máquina de perseguição judicial já está atuante no Brasil; observou-se Flávio Bolsonaro ser proibido de visitar o próprio pai por divulgar uma carta escrita a punho, uma flagrante tentativa de manter o ex-presidente isolado do mundo exterior.
Com a máquina de perseguição a todo vapor, resta manter o processo de lumpemproletarização da população brasileira, para garantir o controle político e social da nação.
O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, em seu livro Em Defesa do Socialismo, deixou claro que aumentar os impostos sobre a renda e as propriedades é uma medida essencial para a política do PT. Na prática, o que ele chama de “taxação progressiva” funciona como um mecanismo para empobrecer a população por meio de impostos, colocando um pesadíssimo fardo sobre as finanças das famílias.
Por isso, mesmo que a popularidade do governo caia, uma política que tira o poder de compra da população acaba ajudando a manter o grupo político no poder no longo prazo.
O plano segue alguns passos que já parecem claros: primeiro, prejudica-se a capacidade de produção dos cidadãos e dos médios empresários. Isso enfraquece a classe média e, ao mesmo tempo, aproxima os grandes monopólios, amigos do governo.
Em seguida, usam-se regras burocráticas nos programas sociais. O objetivo não é apenas ajudar, mas manter a população mais pobre sob controle e dependente desses auxílios, dificultando que essas pessoas consigam um emprego e voltem a produzir por conta própria.
A partir daí, basta tornar o ambiente de negócios cada vez mais difícil, aumentando impostos, criando novas regras e gerando mais e mais burocracia.
Aos poucos, as grandes empresas tomam o espaço que antes era dos pequenos e médios empresários. E esse processo é notável; no Brasil atual, é dificílimo ver empresas familiares ou sem qualquer vínculo com grandes redes e franquias. Essas mesmas grandes empresas acabam financiando a dívida do governo, que é usada para bancar os auxílios e os outros gastos da máquina pública, criando uma relação de dependência e proximidade entre empresários monopolistas e o governo.
Essa é a política do PT: dificultar a vida do homem comum para garantir o controle político da sociedade, e facilitar a de empresários monopolistas para manter a proximidade em uma relação promíscua na qual se busca escravizar o povo brasileiro.