Neste vídeo, Anamaria Camargo responde a um dos argumentos favoritos dos defensores de Paulo Freire: o de que ele seria respeitado nas grandes universidades americanas e, por isso, só ignorantes poderiam criticá-lo. O problema é que essas mesmas faculdades de educação, inclusive instituições de elite, aparecem cada vez mais dominadas por teoria crítica racial, teoria queer, “privilégio branco”, “branquitude”, justiça restaurativa e pela ideia do professor como ativista.
O vídeo também mostra como cursos de formação docente nos Estados Unidos tratam futuros professores como agentes ou alvos de opressão, ensinando categorias ideológicas que depois chegam às crianças em todos os procedimentos, instruções e interações escolares. Paulo Freire aparece como leitura obrigatória em disciplinas espalhadas por universidades como Stanford, Harvard, Berkeley, Brown e outras — não como prova de excelência, mas como sintoma da decadência intelectual desses centros.
Enquanto isso, os resultados da educação básica americana desabam. Em 2024, a maioria dos alunos do oitavo ano ficou abaixo do nível proficiente em leitura, mesmo com aumento real gigantesco no investimento por aluno desde os anos 1970. A pergunta, então, não é por que Paulo Freire é criticado; é por que alguém ainda chama militância ideológica de educação.