Lula não pode salvar o Brasil de si mesmo

Publicado em 03 de Junho de 2026

A grande mídia e os analistas do debate público nacional insistem na inversão psicótica de que a ida de Flávio aos EUA é a causa de uma hipotética imposição de tarifas, indisposição diplomática por parte de Trump e todo o aparato do Departamento de Estado americano. Acusam Flávio e o bolsonarismo de serem a causa dos males que acometem o Brasil atualmente: polarização, indisposição diplomática com a maior potência ocidental e ausência de um projeto nacional.

Para chegar a tal conclusão é preciso encarar os fatos de forma invertida, pois quem está no poder e em posse da legitimidade e de todos os meios institucionais para pacificar, desenvolver e pôr em prática um projeto de nação são justamente Lula e o PT.

Sem mencionar a franca contradição da mídia ao lidar com a presença de Flávio na Casa Branca: como é possível que um senador da República, candidato à presidência, tenha mais influência sobre o destino da política externa nacional — claramente sobrepondo-se a todos os órgãos de diplomacia do Estado brasileiro — e isso não seja uma claríssima demonstração de fraqueza e incompetência do governo atual? Um presidente que, investido do prestígio de seu cargo, munido de instituições de Estado e canais diplomáticos, não consegue fazer prevalecer sua vontade diante de um membro do Senado, comprova sua fraqueza, debilidade e inabilidade. Pode esse presidente salvar o país diante dessa crise?

Lula não é capaz de salvar o Brasil das crises que se apresentam – preços dos alimentos, aumento das tarifas de luz, controle territorial das facções e indisposição diplomática para com os EUA – simplesmente porque é a causa dessas crises. A perda do poder de compra é causada pela ingerência quanto aos gastos do governo e a desaceleração da economia nacional, que carece de planejamento estratégico e investimento até em setores essenciais. Sem contar com a sensibilidade do Brasil diante de crises internacionais, pois não foram desenvolvidas indústrias essenciais como a de fertilizantes para manter a atividade do agronegócio —, as facções criminosas ascenderam sobre o laxismo penal estimulado e legislado pelo PT e suas decisões na arena internacional posicionaram o Brasil como adversário geopolítico dos EUA, que compete com a China e vê nas facções criminosas uma ameaça a sua ordem social.

Mesmo que o bolsonarismo se dissipasse após a derrota eleitoral de seu líder, todas essas crises ainda estariam ocorrendo no Brasil e todas são causadas pelo PT.

O que não parece perceptível para os analistas da grande mídia, investidores e empresariado é que Lula não tem soluções para apresentar ao Brasil, porque o PT é a causa de todas essas crises, com algumas delas sendo geradas propositalmente para alcançar objetivos de sua agenda política.

O que demonstra que Flávio Bolsonaro, um presidenciável, tem hoje status para negociar com os EUA para que o Brasil não seja tarifado como recomendam as investigações da Seção 301 reguladas pela Lei de Comércio de 1974, que resultou na proposta de aplicar uma tarifa punitiva de 25% sobre produtos brasileiros. Logo, um presidenciável já apresenta maior envergadura moral e diplomática do que o atual presidente.Mas uma coisa é muito clara para qualquer pessoa de bom senso: Lula não pode salvar o Brasil de si mesmo, o PT não resolverá as crises do Brasil.

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