Pesquisas, boicotes e o ego que atrapalha

Publicado em 24 de Maio de 2026

O Datafolha, mais uma vez, não conseguiu entregar o enterro que parte da mídia e da esquerda tanto desejavam. Mesmo nos cenários mais generosos para o petismo — historicamente sensível a certas narrativas —, a candidatura de Flávio Bolsonaro permanece de pé, competitiva e sustentada por uma base que não se desfaz com facilidade. Os números revelam um eleitorado conservador resistente ao bombardeio constante.

Não há nada de errado com Flávio — especialmente no que se refere aos áudios vazados e às tentativas de transformá-los em escândalo fatal. O que se viu foi mais um capítulo da velha estratégia de vazar conteúdo seletivo, fora de contexto ou inflado para desgastar o nome. Flávio carrega coerência, experiência no Congresso, fidelidade ao eleitorado de 2018 e a legitimidade de ser o herdeiro natural do legado de Jair Bolsonaro. 

A narrativa de que estaria “liquidado” é puro wishful thinking transformado em manchete.

O verdadeiro problema não está só nas pesquisas enviesadas ou no ativismo midiático. Está dentro do campo da direita: na chamada “direita permitida”. Desde o momento em que Jair Bolsonaro indicou Flávio como nome para 2026, esse grupo tem agido de forma ambígua. Falam em “união da direita”, posam para fotos e vídeos de convergência, mas na prática minam o nome escolhido. Eles plantam notinhas na imprensa, alimentam polêmicas com ar de superioridade moral e mobilizam seus mecanismos de rede social para empurrar narrativas de inviabilidade. Tudo com o tom de quem está “acima do confronto”, quando, na verdade, parecem querer enfraquecer por dentro. Silêncio cúmplice nos ataques, declarações vagas de “vamos aguardar as pesquisas” e nenhuma transferência real de força. Imagine o que aconteceria se essa mesma “direita permitida” gastasse seu tempo, sua influência e seus argumentos para amplificar a tragédia do governo petista atual. A inflação que corrói o bolso do brasileiro, o desemprego disfarçado, a insegurança nas ruas, o aparelhamento do Estado, o desastre na educação, a dependência crescente e o retrocesso econômico. Se usassem sua visibilidade para martelar diariamente os fracassos de Lula e do PT, em vez de criar atritos internos, o quadro seria outro. É bem provável que nem o Datafolha conseguiria esconder o que as ruas e as redes já sinalizam: que o herdeiro de Jair seria, de longe, o grande favorito para 2026. Mas Flávio não é o escolhido deles. E aí o ego fala mais alto que a estratégia. Preferem um candidato “aceitável” ao sistema do que um nome que representa o antipetismo visceral e a continuidade do que funcionou no passado. O resultado é uma perda de tempo e força, para enfrentar um PT organizado e disciplinado.

Flávio Bolsonaro não precisa ser perfeito. Nenhum candidato é. Mas ele é autêntico, conhecido e carrega o DNA da única força política que conseguiu derrotar o sistema. 

A “direita permitida” que o boicota de forma dissimulada parece cometer propositalmente o erro de achar que vence o PT sem bater de frente e sem respeitar o sentimento real do eleitor conservador.

O povo sofre com os resultados catastróficos do governo Lula. Pesquisas, por mais generosas que sejam, não apagam a realidade do dia a dia do brasileiro. 

A direita brasileira tem uma grande oportunidade: tornar-se uma força real de alternância de poder. Para isso, precisa urgentemente abandonar o ego disfarçado de esperteza política e focar no que realmente importa: confrontar o PT. 

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