
Publicado em 09 de Abril de 2026
A pesquisa publicada ontem mostrou um dos dados mais importantes do governo Lula 3. Sete em cada dez brasileiros dizem que o custo de vida aumentou no último ano, quatro em cada dez estão mais endividados e 51,5% acham que Lula não merece continuar no cargo após o fim do mandato. E ainda existe quem esteja surpreso com a queda livre da legitimidade do atual governo com o povo.
Quem vive no mundo real sabe que Lula aumentou impostos ao menos 27 vezes desde 2023 e fez subir a Selic até o inacreditável número de 15% ao ano, o maior nível em duas décadas. Juro alto significa crédito caro, prestação mais pesada e famílias no vermelho. Resultado: 327 mil pessoas nas ruas, uma alta de 25% em um único ano, a maior da história.
O brasileiro, hoje, paga a conta duas vezes: uma na nota fiscal, outra no extrato bancário. A resposta do governo para essa tragédia é sempre a do bode expiatório. Continuam, claro, culpando o Governo Bolsonaro, mas agora a cantilena também envolve outra história da carochinha. Lula e seus ministros querem convencer o brasileiro que o governo gasta para o pobre do povo, mas o Banco Central sobe os juros a mando dos rentistas e os rentistas enriquecem às custas de quem trabalha, logo, o inimigo é o mercado. Não foi o governo que aumentou o déficit em quase 90%, foram os empresários quem se recusaram a financiar de graça e assumir o risco. Não foi o governo que tributou combustível, crédito, investimento e importação, foi o mercado que ficou caro. Quem não se lembra da saudosa defesa de Janja no caso das taxas das blusinhas, de que “o imposto é para a empresa, não para o cidadão’”? É isso que eles pensam da sua capacidade de compreensão da realidade.
O governo construiu durante três anos uma gramática em que o empresariado é sinônimo de elite parasitária e “ajuste fiscal” é sinônimo de crueldade com os pobres. É a linguagem perfeita para esconder que foram exatamente as políticas deste governo, com seus gastos extraordinários, a taxação seletiva, o descontrole do déficit, que sufocam a classe média e os mais pobres.
Essa gramática da vilania, aliás, trata especialmente mal o pequeno empresário, o MEI que abriu uma lojinha, o prestador de serviço que emite nota – todos viraram, no discurso petista, extensões do “sistema”. Lula chegou a chamar empresários de “maus pagadores” e “sonegadores” num país onde a carga tributária é tão absurda que formalizar um negócio é um ato de heroísmo cívico. Enquanto o governo reonera a folha de pagamento das pequenas empresas e taxa as compras internacionais que abasteciam revendedores informais, o palanque segue apontando o dedo para quem tenta, com dificuldade, não depender do Estado.
O paradoxo assistencialista, a maior e mais cruel arma de Lula para manter seu controle sobre parte do país, pinta as transferências de renda como vitória da inclusão, escondendo o fato que, entre famílias que ganham mais de meio salário mínimo e vivem na rua, o aumento foi de quase 400% em dois anos.
No fim das contas, todos que têm uma geladeira em casa compreendem que a realidade sempre apresenta a fatura. E sabem que não serão contemplados em mais 4 anos de um mandato da esquerda no controle do país.