O “Pai dos Pobres” é o algoz do Brasil. A conta chegou. 

Publicado em 30 de Março de 2026

A soberba de Lula finalmente sucumbiu ao peso dos números. O que se vê hoje em Brasília é o espasmo de sobrevivência de quem observa o abismo de perto e tenta, a qualquer custo, desviar da própria responsabilidade. Após três anos de um banquete fiscal servido a 39 ministérios e estatais operando no vermelho, o governo tenta agora, em uma manobra desesperada, simular preocupação com o endividamento das famílias — o mesmo buraco que ele cavou e levou 4 a cada cinco brasileiros a um endividamento como nunca antes na história deste país. 

Lula apostou no de sempre: o povo não está vendo. Mas o povo vê, sente e, agora, cobra.

Nesse período, o governo assistiu ao retorno de prejuízos recordes em empresas públicas. O desequilíbrio das contas é o resultado de gastos que excederam qualquer limite do bom senso. Enquanto o cidadão enfrentava a corrosão do poder de compra, os recursos públicos eram drenados para agendas de autopromoção e até desfiles de escola de samba. O Estado transformou-se em um elefante insaciável, alimentado pelo sacrifício da classe média que agora se vê sem crédito e sem esperanças. O contraste é obsceno: enquanto o povo brasileiro está quebrado, os bancos batem recordes sucessivos de lucro, operando em um sistema que sufoca o consumo e privilegia a elite financeira sob a batuta de quem prometia justiça social.

Diante da inflação, a orientação oficial foi o “se está caro, não compra”, transferindo para o consumidor a culpa pela própria miséria. A picanha, grande estelionato eleitoral de 2022, foi substituída na prática pela abóbora. Foi a forma encontrada pelo governo para normalizar a queda no padrão de vida da população, mantendo o luxo palaciano intacto enquanto o prato do brasileiro esvaziava. Mais grave foi a tentativa de culpabilizar o povo pela própria crise, sugerindo que o orçamento das famílias estava comprometido pela ração do cachorro ou pela “blusinha de 50 reais”.

É a inversão de valores: o governo gasta o que não tem e aponta o dedo para o cidadão que tenta manter o mínimo de dignidade. As pesquisas de opinião mostram que o povo se sente profundamente traído por aquele que se autodenominava o “pai dos pobres”, mas que tornou os ricos cada vez mais ricos às custas do empobrecimento geral. Os números maquiados de emprego ou do PIB são irrelevantes quando a realidade das pessoas é a desesperança.

A opulência do Palácio do Planalto seguiu um curso paralelo à miséria das ruas. Enquanto o país afundava, o governo torrava fortunas em viagens internacionais de luxo e mantinha gastos bilionários nos cartões corporativos, ocultos sob o manto da “segurança do Estado”. Essa gastança desenfreada passava longe da realidade do cidadão, mas era paga com o suor do trabalhador. Some-se a isso os escândalos de corrupção no INSS e o caso Master, que revelam que a engrenagem do descaso continua lubrificada pelo dinheiro público.

Agora, diante de um quadro irreversível, Lula cobra medidas para estancar a sangria de sua popularidade. Entretanto, a conta chegou e o descompasso entre a propaganda e a prática é evidente. Ao negligenciar a responsabilidade fiscal e o respeito ao pagador de impostos, Lula tornou-se o algoz do Brasil. 

O que Lula não entendeu é que a retórica e medidas desesperadas não vão mudar o quadro de desespero de um povo que foi enganado pela retórica enquanto enfrentava o descaso.

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