
Publicado em 19 de Fevereiro de 2026.
“Se a situação fosse irremediável, a propaganda deles não seria necessária”. Neste meme antigo da internet, há uma sabedoria que cabe perfeitamente para os dias de hoje: se a direita brasileira estivesse realmente morta e enterrada sob o peso de inquéritos e resoluções judiciais, a máquina do sistema não estaria operando em estado de alerta máximo.
E por que o alerta? Porque eles farejam o perigo. E o perigo, para desespero da nossa “direita permitida”, tem nome e sobrenome: Flávio Bolsonaro.
Uma parcela considerável da direita que deseja um “CEO” para o país decidiu que o ideal seria jogar a vontade de Jair Bolsonaro e do povo no lixo, na esperança covarde de não ofender o establishment. Acham que podem fazer engenharia social com o eleitorado, transferindo votos como quem move células numa tabela.
O que qualquer “tia do zap” pressente no puro instinto, mas os doutores em ciência política fingem ignorar por apego aos próprios diplomas é que, para o sistema, enfrentar o atual governador de São Paulo seria o cenário dos sonhos. O padrão cultural da “gestão Faria Lima” – frio, burocrático, focado na eficiência – simplesmente não cria raízes no resto do país, uma estética que não dialoga com o povo de verdade. Os adversários sabem muito bem disso e têm plena consciência de que o único nome com ressonância com o povo hoje é Bolsonaro.
A direita liberal importou dos Estados Unidos e da Europa a figura do Indivíduo – uma abstração jurídica, utilitarista que vota apenas olhando os números. Mas o Brasil é o país da Pessoa. A pessoa de carne e osso, definida por seus laços, afetos, família e, sobretudo, pelo costume. O povo brasileiro não vota em um currículo, mas na continuidade de um afeto, numa linhagem em que confia. A família Bolsonaro construiu um laço visceral com o povo real que nenhuma agência de marketing consegue replicar.
A rejeição de Flávio, como bem lembrou um cacique petista, “já é uma rejeição medida… qualquer coisa que a gente jogar no Flávio não vai pegar”. O povo já conhece o candidato, com suas virtudes e defeitos. O hábito vence o susto. Qualquer burocrata que venha, por mais competente que seja, dificilmente terá o carisma que o povão exige e derreteria no primeiro bombardeio do sistema. O PT, as Big Techs e o consórcio burocrático sabem que Flávio Bolsonaro herda o exército leal do pai e polariza a eleição de forma a transformar o pleito num plebiscito sobre a soberania popular versus a oligarquia. A dita “terceira via” é apenas poeira no teatro das ilusões de quem joga o jogo de garantir cargos e indicações.
Tentar melindrar a candidatura de Flávio, sabotando a vontade do ex-presidente e da massa popular que o sustenta, não é só um erro estratégico, mas uma traição ao Brasil que confiou, por duas vezes, mais de 55 milhões de votos. É tentar substituir a força indomável do povo real por um “tucanato 2.0”, higienizado e inofensivo ao sistema.
No fim do dia, a realidade sempre vence a planilha. O sistema está aterrorizado não com a técnica, mas com a força do símbolo – e se eles precisam de tanta propaganda, de tanto controle judicial e de tanta censura nas redes para tentar apagar esse sobrenome da história, é porque sabem que o povo, na hora H, não vota em abstrações. Vota nos seus.