Até quando se ignorará que as placas tectônicas do poder global já se moveram? Assiste-se a uma migração monumental de capital, que abandona dívidas soberanas para financiar a infraestrutura de gigantes da tecnologia, ao mesmo tempo em que estas se tornam atores geopolíticos. Por outro lado, a velha ordem financeira tenta enquadrar essa revolução como uma mera bolha especulativa, incapaz de compreender a nova lógica de poder, que pode fazer das grandes corporações de tecnologia os protagonistas da nova ordem internacional.
Além disso, uma nova Guerra Fria tecnológica se consolida, criando blocos de poder rivais entre Estados Unidos e China. Enquanto isso, a corrida por data centers e capacidade computacional define a verdadeira soberania. É evidente que o controle sobre a infraestrutura de IA, e não velhas teorias econômicas, determinará os vencedores do próximo século.