No Pop Corner de hoje, a pergunta é inevitável: a Marvel finalmente entendeu que a lacração virou veneno de bilheteria? A conversa parte do novo Homem-Aranha, tratado como possível recomeço de uma fase menos militante do estúdio, com Peter Parker voltando a ser Peter Parker, sem personagens ridicularizados, sem sermão ideológico e com uma história mais interessada em responsabilidade, memória, identidade e sacrifício do que em catequese progressista.
Mas o programa também entra no terreno mais espinhoso dos X-Men: mutantes, perseguição, sionismo, povo eleito, influência judaica nos quadrinhos, Israel, antissemitismo, progressismo e as tensões culturais que podem substituir a velha guerra da lacração por debates ainda mais inflamáveis. Entre Professor Xavier, Magneto, Jean Grey, Capitão América e a origem simbólica dos super-heróis, o Pop Corner tenta entender o que realmente está voltando à superfície da cultura pop.
A Marvel pode até estar tentando pedir desculpas pelo passado recente, mas o futuro da cultura pop não será necessariamente mais simples. Se a fase da militância explícita está entrando em decadência, os novos conflitos prometem ser ainda mais difíceis de discutir sem transformar cinema em campo minado.