Hollywood perdeu espaço para o streaming, perdeu quase um terço da mão de obra, teve a pior bilheteria em 27 anos e agora tenta sobreviver com suas premiações cheirando a naftalina que já não empolgam ninguém. O Globo de Ouro virou o retrato perfeito desse colapso: o que a crítica ama, o público odeia, ninguém está satisfeito com uma indústria que não sabe mais para quem fala.
Enquanto isso, o cinema brasileiro vence prêmios, mas só empolga os de sempre. E no discurso, Wagner Moura critica o fascismo e Bolsonaro e pede por mais filmes sobre a ditadura militar, esquecendo os verdadeiros presos políticos do regime apoiado por ele hoje.