Flávio Bolsonaro e a Virada do Brasil Real

Publicado em 26 de Fevereiro de 2026

Lula e o Palácio do Planalto acordaram com um choque. O Carnaval passou, mas a “quarta-feira de cinzas” deles chegou ontem, com um gosto amargo de realidade. A pesquisa Atlas/Intel não deixa dúvida: pela primeira vez, Flávio Bolsonaro aparece à frente de Lula em uma simulação de segundo turno — 46,3% contra 46,2%. É um empate técnico, sim, mas com cara de liderança simbólica. Afinal, todo mundo sabe que as pesquisas sempre foram muito generosas com Lula. Esse resultado é o recado mais claro de que a fantasia do “pai dos pobres” rasgou de vez. Os R$ 10 milhões gastos no desfile para exaltar Lula tiveram o efeito contrário. A realidade é que o povo dá sinais cada vez mais claros que cansou de servir quem deveria estar servindo. 

Esse cansaço é o mesmo que é possível enxergar na cara de quem espera o ônibus ou de quem está na fila do mercado. O brasileiro está exausto de trabalhar para bancar luxos que nunca vai ter. Não há como não sentir um nó no estômago ao saber que, até agora, 1,4 bilhão de reais foram gastos no cartão corporativo, ou ficar sabendo que Janja se hospeda em hotéis com diárias de 7 mil reais, enquanto o pai de família perde o sono fazendo conta de cabeça. É a escolha cruel entre garantir a comida no prato ou pagar a conta de luz, que chega cada vez mais cara. O brasileiro cansou de ser chamado de “filho” por um governo que gasta como se o dinheiro, fruto de muito suor, não tivesse fim e o que vai sobrar uma dívida recorde para os netos pagarem.

E não é só o bolso vazio, tem o medo que não dá trégua. O cidadão cansou de sair de casa com o coração na mão, vendo o crime mandar mais no bairro do que a própria polícia. Isso não é estatística de jornal; é a dor do dono do mercadinho que baixa a porta mais cedo com medo de assalto, é a angústia da mãe que só descansa quando ouve o barulho da chave do filho no portão, é a notícia que alguém morreu porque não entregou pro bandido o celular, muitas vezes comprado em longas e suadas prestações. E não adianta negar a realidade: 1 a cada 4 brasileiros estão expostos ou sob o domínio de organizações criminosas. 

E o que revolta ainda mais é ser tratado como bobo, ligar a TV e ver uma imprensa – abastecida por uma verba bilionária de propaganda – elogiando o governo enquanto o preço da comida, a violência e os casos de corrupção disparam. O brasileiro não quer mais ver o governo cumprimentando com o chapéu alheio. 

A subida de Flávio Bolsonaro não é obra do acaso. É o resultado de um grito preso na garganta de quem sofre para ter o básico e muitas vezes nem isso consegue. Quer que o governo pare de gastar o que não tem, que a ordem volte para as ruas, quer viver em paz. 

O brasileiro não aceita mais esse país largado às traças e entregue aos gafanhotos. 

De nada adiantou a autopromoção, de nada adiantaram as opiniões compradas. O brasileiro cansou de pagar a conta do abuso e do descaso.  

A página já começou a virar. Em outubro não teremos apenas uma eleição para escolher um nome; teremos, ao que tudo indica, o brasileiro comum usando o seu voto para dizer que a paciência acabou e que o Brasil precisa, finalmente, ser levado a sério. 

O Carnaval da esquerda está chegando ao fim. Que assim seja. O Brasil real não aguenta mais Lula e o PT. 

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