Com Trump de volta à Casa Branca, a guerra na Ucrânia caminha para um desfecho imposto pela realpolitik: sem cheques em branco, sem ilusões ideológicas, apenas interesses brutos em jogo. Putin, pressionado pela dependência crescente da China, pode ver na reaproximação com os EUA uma chance de recuperar alguma autonomia, mas isso exigirá concessões. No fim, a disputa não será entre moralidade e poder, mas entre quem negocia melhor – e Trump e Putin jogam para ganhar.