
Publicado em 19 de Março de 2026
Era para ser fácil, não era? O Planalto apostou tudo no silêncio calculado, no desprezo fingido e na provocação sutil. Lula chegou a mandar recado irônico, em tom de galhofa, para que Flávio Bolsonaro “não desistisse” da pré-candidatura — uma ironia que, na época, soava como deboche de quem se achava intocável. A mensagem era clara: “vá em frente, porque você é irrelevante, fraco, não mobiliza ninguém”. Era o jeito de desmoralizar o nome, fazer a direita duvidar de si mesma e evitar que o eleitorado conservador se unisse em torno de um Bolsonaro. Mas a tática nunca foi de subestimar Flávio. Era de excluir Bolsonaro das urnas a qualquer preço.
Desde o começo, o governo sabia que o nome Bolsonaro na disputa representava risco real — herdaria a base fiel, mobilizaria o antipetismo e poderia crescer com a insatisfação popular. Então, fingiram fraqueza: ignorar, não dar holofote, provocar para que ele persistisse e assim parecesse isolado, na esperança de que a direita se fragmentasse, buscasse outro nome e Flávio ficasse como “plano B fraco”. Tudo, claro, com a imprensa ajudando a empurrar a narrativa.
A ideia inicial era convencer os próprios bolsonaristas de que o filho de Jair Bolsonaro não tinha tração, desmobilizar a militância e evitar a consolidação natural. Deu muito errado. Flávio não só resistiu como sempre subiu nas pesquisas. Nem os institutos que sempre foram braços de sustentação da esquerda conseguiram esconder. O mais generoso deles, o Datafolha, no último levantamento já mostrou empate técnico no segundo turno. O Paraná Pesquisas já chegou a colocá-lo à frente em alguns cenários. Outros institutos, como Real Time Big Data e AtlasIntel, confirmam a tendência: Flávio cresce, Lula derrete. Enquanto o governo vive de discurso e malabarismos retóricos, o povo não perdoa a inflação alta, a insegurança pública explodindo, Lula e o PT mais uma vez envolvidos em grandes escândalos: INSS e Banco Master tem as digitais deles.
Para quem usa a mentira como método, a realidade é devastadora.
A “virada de chave” veio agora. Guilherme Boulos transmitiu o recado aos deputados do PT: partir para o ataque direto. Movimentos sociais acionados, resolução do PT batendo nominalmente em Flávio, resgatando investigações antigas (anuladas judicialmente). A justificativa oficial? “Evitar ressuscitar Tarcísio”. Mais uma conversa fiada. Se Tarcísio fosse ameaça real, teriam atacado antes. O que bateu foi o pânico: Flávio consolidou a base bolsonarista, cresceu sozinho e virou o adversário que eles mais temiam desde o início. Tudo neles é mentira. Primeiro, “não deem visibilidade para não fortalecer”. Depois, “ataquem para não deixar Tarcísio surgir”. Sempre souberam do risco do sobrenome Bolsonaro. Fingiram desdém para desmobilizar a direita, apostando na fragmentação. Quando viram que o eleitor conservador não comprou a farsa e migrou em massa para Flávio, o blefe acabou. Admitir o ataque direto é confessar o medo: Bolsonaro está de volta às urnas, e o governo não tem como parar o desgaste próprio.O caixão do projeto lulista se fecha com pregos de realidade: custo de vida insuportável, violência nas ruas, corrupção recorrente e rejeição crescente. Nem as pesquisas conseguem mais empurrar as mentiras petistas. E o Planalto, agora sem máscara, também não consegue mais esconder o desespero.