As coincidências entre as fraudes do INSS, o luxo da Lapônia e o Banco Master

Publicado em 24 de Março de 2026

No Brasil, a política e a crônica policial costumam caminhar de mãos dadas, mas o que estamos vendo agora é um enredo que desafia a lógica das coincidências. O fio dessa meada começou a ser puxado com a Operação Sem Desconto da Polícia Federal, que revelou um esquema bilionário de fraudes no INSS. No centro do escândalo estava Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, um lobista que operava desvios massivos em pensões e aposentadorias. Assim que a bomba estourou, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, deixou o Brasil em uma saída estratégica, talvez sabendo que o cerco se fecharia ao redor de seus aliados mais próximos.

No coração dessa rede está a melhor amiga da esposa de Lulinha, Roberta Luchsinger. Mensagens interceptadas pela PF mostraram uma Roberta em pânico, mandando o “Careca” sumir com celulares e destruir provas. Alvo de duas operações da PF, a amiga de Lulinha mandou um recado claro: não cairia sozinha. O temor central era um envelope específico que, segundo as investigações, ligaria os recursos desviados do INSS diretamente ao sustento da vida de nababo do filho de Lula. A “amizade” de Roberta com o clã não era apenas afetiva; era financeira. Em um depoimento à PF, um ex-funcionário do Careca acusa o filho do presidente de receber uma mesada de R$300 mil, além de R$25 milhões. No mesmo depoimento, ele revelou viagens entre os dois com o chefe do esquema bancando tudo. Isso Lulinha já assumiu, até porque o localizador da viagem para Portugal dos dois era o mesmo. 

Claro que o PT correu para se “limpar”. Tentaram colocar a culpa no governo anterior, mas, ao mesmo tempo, fizeram de tudo para que nem a lobista e nem Lulinha comparecessem à CPMI do INSS. Para completar, Flávio Dino deu uma “mãozinha” suspendendo as quebras de sigilo dos dois.

Agora, surge mais um “batom na cueca”: uma viagem cinematográfica da família de Lulinha para a Lapônia, a terra do Papai Noel, com diárias astronômicas de 37 mil reais. Quem pagou a conta? Roberta Luchsinger. Mas a logística dessa ostentação revela outro elo com as engrenagens do poder: a viagem foi organizada por Marina Mantega, filha de Guido Mantega.

A presença dos Mantega nesse cenário é mais uma “incrível coincidência”. O ex-ministro da Fazenda hoje desfruta de um salário de 1 milhão de reais por mês pago pelo grupo ligado ao Banco Master — outro nome que já faz parte do dia a dia dos noticiários. O papel dele é claro: ser o lobista de luxo que abre as portas em Brasília. Mantega foi o responsável por agendar reuniões fora da agenda oficial entre o presidente Lula e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Com tanta evidência, o padrão que o PT aplicou no caso do INSS agora se repete no escândalo do Master: o desvio desesperado de responsabilidade. A tática é empurrar o problema para terceiros e atacar a imprensa que revela as conexões, como se fossem vítimas de perseguição política. O padrão petista é sempre o mesmo: negar, culpar o antecessor e barrar investigações.

No entanto, a realidade se impõe. Interceptações, envelopes, viagens e quebras de sigilo seguem se acumulando. As coincidências se esgotaram e o cerco aperta. Mais cedo ou mais tarde, a conta vai chegar. 

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