
Publicado em 03 de Abril de 2026
Quando o argumento acaba, vem o ataque desesperado. E o Palácio do Planalto, ou quem quer que esteja coordenando a narrativa petista neste momento, parece estar operando no modo desespero total.
Primeiro veio a conversa de que Jair Bolsonaro montou um esquema no INSS. Não colou. Hoje, quem está bem enrolado é o filho de Lula. Agora surge uma nova acusação: o suposto plano de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente que implantou o Pix, de acabar com o Pix. Sério? Alguém pode explicar a lógica dessa sequência de delírios?
Vamos aos fatos, porque a realidade ainda importa.
O Pix foi lançado em novembro de 2020, durante o governo Jair Bolsonaro. Foi um marco de modernização do sistema de pagamentos brasileiro – rápido, gratuito na maioria das operações, 24 horas por dia, e que beneficiou diretamente milhões de brasileiros, especialmente os mais humildes, que antes dependiam de filas, TEDs caras ou dinheiro em espécie. Flávio Bolsonaro, como senador e aliado do pai, apoiou esse avanço. Agora, de repente, a oposição tenta vender a ideia de que ele vai acabar com o que o próprio campo ajudou a consolidar como patrimônio nacional. É surreal.
Parece replay da velha tática de 2018/2022: “Bolsonaro vai acabar com o Bolsa Família”. Tinha gente apavorada nas redes, compartilhando pânico. Resultado? No governo Bolsonaro, o Auxílio Brasil (sucessor do Bolsa Família) foi elevado para R$600 – valor que muita gente que recebia menos de R$100 antes passou a receber, especialmente no auge da pandemia. Foi o mesmo Jair Bolsonaro que, em meio à crise sanitária mundial, ampliou o apoio às famílias vulneráveis. A narrativa do “fim do programa” era puro medo fabricado. Não colou.
O Pix não é diferente. Ele já é parte do dia a dia do brasileiro. Acabar com isso seria um retrocesso absurdo – e Flávio Bolsonaro já deixou claro, em vídeo recente, que a acusação não passa de “fake news” e reforçou que o Pix é “patrimônio brasileiro”.
Diante da falta de argumentos, parece que o governo perdeu o rumo. Em ano eleitoral, com desafios econômicos, insegurança pública, inflação de alimentos e questionamentos sobre gestão, o que sobra é criar vilões; atacar o filho do ex-presidente com uma história que contradiz a própria biografia política da família Bolsonaro. É como se dissessem: “Não temos o que mostrar de positivo, então vamos jogar lama e ver se cola”.
Está feio. Está muito feio. O brasileiro não é bobo. Ele usa o Pix todo dia para pagar conta, receber salário, ajudar um amigo. Ele lembra que, antes de 2020, a vida financeira era bem mais complicada. E ele sabe reconhecer quando uma narrativa é forçada demais.
Política séria se faz com propostas, com visão de país. Não com essa fábrica de boatos que aparece em ano eleitoral. Se o Planalto continuar nessa linha, perderá mais credibilidade do que já perdeu. Porque o povo já aprendeu a distinguir o que é legado real do que é puro desespero de quem não tem mais o que vender.
Espalhar mentiras e criar pânico não vai resolver os problemas reais do país, que, aliás, foram criados por Lula e o PT. Quem está tocando a estratégia de campanha no Planalto, precisa de ajuda médica urgente.