
Publicado em 02 de Abril de 2026
A brutalidade contra a mulher não é um tema para debates acadêmicos de final de semana; é uma realidade sangrenta que exige uma resposta imediata. Basta rolar o feed de uma rede social para se deparar com vídeos que expõem covardes atacando mulheres diariamente. Uma proposta do Senador Flávio Bolsonaro surge como um imperativo moral: permitir que o delegado de polícia conceda medidas protetivas na urgência do fato. O objetivo é simples e direto: salvar vidas. Uma mulher ameaçada não tem tempo de esperar o trâmite lento de um Judiciário sobrecarregado. O tempo da burocracia, no Brasil, é muitas vezes o tempo que separa uma agressão de um homicídio.
O homem nasceu para ser o escudo da sua casa, o protetor natural dos seus. Quando ele usa sua força para oprimir e ferir, ele rasga o pacto mais sagrado da sociedade e precisa de uma resposta rápida e à altura de sua covardia. Mas, em vez de união em torno de uma solução óbvia, o que vemos é a reação de uma minoria barulhenta que se diz de direita, mas que parece ter pavor da eficácia. Essa turma não busca a solução; eles vivem da polêmica.
O incômodo desse grupo é transparente. Eles se sentiram profundamente atingidos quando cobrados pelo silêncio e pela inércia após o anúncio da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. Onde estavam quando o projeto da direita precisava de braços e vozes? Estavam calados ou falando sobre generalidades em busca de cliques, aguardando o melhor momento para aparecer. Agora, para mascarar o fato de que pouco ou nada fizeram pela campanha do candidato escolhido pelo maior líder da direita para derrotar a esquerda leniente com a violência, eles, mais uma vez, demonstram que união, definitivamente, não é algo que importe. Pior, tentam problematizar o óbvio.
Para esses profissionais da polêmica, o importante não é se a mulher será protegida, mas se eles conseguirão extrair algum engajamento criticando quem realmente está no campo de batalha. Eles ignoram os fatos e o clamor das vítimas para focar em minúcias retóricas. O medo que alegam ter de “abusos da lei” é, na verdade, um escudo para sua própria irrelevância política. É claro que precisamos de um texto blindado, com punição severa para denúncias caluniosas — a justiça deve ser precisa como um bisturi para não fabricar injustiças. No entanto, usar o receio do abuso como desculpa para a paralisia é ser cúmplice da covardia.
O perigo real reside na má intenção de quem quer transformar um instrumento de defesa em armadilha política. Enquanto essa minoria gasta energia tentando minar projetos internos e fugindo da cobrança pelo seu desengajamento histórico, a esquerda — que trata o agressor com benevolência — agradece o ruído.
A verdadeira justiça é aquela que é rápida o suficiente para impedir o crime, e sólida o bastante para preservar a verdade. O Brasil cansa de quem prefere o brilho do palanque e a polêmica vazia à proteção real das vítimas da violência.
O eleitor saberá separar os que estão prontos para agir dos que apenas buscam o próximo post para causar confusão. A vida de uma mulher vale muito mais do que a vaidade de quem não sabe o que é lealdade e não quer uma solução, quer apenas polêmica.