
Publicado em 09 de Março de 2026
No final de semana, caiu mais uma linha de defesa do otimismo petista. O Datafolha, historicamente conhecido por sua leitura “paciente” das gestões petistas, não conseguiu mais esconder a tendência: Flávio Bolsonaro sobe e Lula derrete. O empate técnico em uma simulação de segundo turno, mostrou que a vantagem de 15 pontos que Lula ostentava virou pó em apenas 90 dias.
É o reflexo de um país exausto. O eleitor médio responde ao prato vazio e ao medo: o custo de vida, que não teve o alívio prometido em discurso, e a sensação de insegurança pública que tira o sono das famílias brasileiras.
Entretanto, o que realmente deve tirar o sono dos estrategistas no Alvorada é que este levantamento ainda não capturou, com a devida consistência, os dois maiores furacões que agora chegam ao topo da pirâmide: INSS e Banco Master.
A bomba-relógio ainda está em contagem regressiva. A quebra de sigilo bancário de Lulinha — filho do presidente — revelou uma movimentação milionária entre 2022 e 2026, com 1.500 transações que incluem repasses diretos do próprio Lula.
O impacto dos números aumenta a temperatura, que já estava alta por conta das conexões. O depoimento de um ex-funcionário de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, detalhou ligações do filho de Lula que o colocam muito próximo do centro do esquema que saqueou bilhões dos aposentados.
E se fosse só isso, o PT já teria dor de cabeça suficiente, mas o outro grande escândalo que toma as manchetes também mostra uma proximidade perigosa com a cúpula petista. Para entender como esse esquema ganhou escala federal, é preciso conectar os pontos com o setor financeiro. O descalabro no INSS pode ser visto como um desdobramento do “ovo da serpente” chocado durante os governos petistas na Bahia. O episódio do Credcesta serviu de laboratório: o modelo de exploração do crédito consignado, que aprisionou o salário de servidores baianos, foi a base para a engenharia financeira que ajudou a projetar o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro, agora em um presídio federal.
As revelações das conversas do banqueiro preso mostram que o Planalto pode não ter sido um mero observador desse avanço. As reuniões de Vorcaro com Lula, omitidas da agenda oficial e descritas pelo próprio banqueiro como “ótimas” e “muito fortes”, passam a imagem de portas abertas para quem hoje está na mira da justiça por rombos bilionários. As agendas foram organizadas por Guido Mantega, ex-ministro dos governos Lula e Dilma, acomodado no Master a pedido de Jaques Wagner, líder do governo no Senado. Um banco quebrado recebendo tratamento VIP no gabinete presidencial, não é algo bem visto.
O cenário de 2026 já está desenhado. Se a imprensa — assim como o Datafolha — não conseguir mais esconder os fatos e seguir revelando todas as conexões de Vorcaro, as “mesadas” do INSS e as entranhas do Credcesta, o governo entrará em um processo de combustão interna irreversível.
O PT tende a lançar mão de todos os artifícios, desde a pressão sobre o Judiciário até o uso desenfreado da máquina pública, para tentar conter a sangria. Com verdades inconvenientes aparecendo, somadas ao bolso vazio e à insegurança do cidadão, o esforço deve ser inútil.
O Brasil caminha para mudar de rumos e a tendência é que Lula e o PT sejam despejados do Planalto pelo voto.