A Carta de Bolsonaro Estragou o Natal do Sistema

Publicado em 26 de Dezembro de 2025

Em pleno Natal, Jair Bolsonaro, internado no Hospital DF Star para mais uma cirurgia, enviou uma carta manuscrita que certamente estragou o almoço do establishment brasileiro.

Lida publicamente por Flávio Bolsonaro na porta do hospital, a mensagem é clara e contundente: “Ao longo da minha vida tenho enfrentado duras batalhas, pagando um preço alto com minha saúde e família, para defender aquilo que acredito ser o melhor para o nosso Brasil. Diante desse cenário de injustiça e com o compromisso de não permitir que a vontade popular seja silenciada, tomo a decisão de indicar Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência da República em 2026.”

Mais adiante, em um gesto que expõe a profundidade de sua convicção, Jair deixa claro: “Entrego o que há de mais importante na vida de um pai: o próprio filho, para resgatar o nosso Brasil. Trata-se de uma decisão consciente, legítima e amparada no desejo de preservar a representação daqueles que confiaram em mim.”

Essa carta vai além de uma indicação familiar; é uma afirmação de continuidade ideológica, uma rejeição veemente ao silenciamento imposto e uma garantia de que o bolsonarismo autêntico permanece no centro do debate político.

Todo o ano de 2025 foi marcado por uma campanha orquestrada da elite financeira e política, representadas pela Faria Lima e o Centrão, para impor o candidato “aceitável” de uma direita que não atrapalhe. Narrativas plantadas na imprensa, colunas elogiosas e vazamentos calculados pintavam o governador de São Paulo como a opção moderada, capaz de atrair o centro e diluir o legado bolsonarista em acordos convenientes.

Quando o apoio a Flávio foi sinalizado semanas antes, veio o descrédito cínico: “É temporário”, “Não prossegue até março”. A mídia alinhada colaborava com essa torcida disfarçada, revelando sua preferência por uma pseudo-direita submissa aos velhos esquemas fisiológicos. A raiz dessa resistência é mesquinha e evidente: esses setores nunca perdoaram o governo Bolsonaro por abalar seus privilégios.

O Centrão perdeu o acesso irrestrito a recursos públicos; a Faria Lima viu reformas que colocaram a nação acima de interesses corporativos especulativos; os articuladores do fisiologismo tiveram frustrados seus planos de uma direita domesticada, sem riscos à ordem estabelecida. Com Flávio confirmado, o núcleo conservador genuíno mantém sua base eleitoral intacta, sepultando de vez a ilusão de uma alternativa fabricada para perpetuar o sistema.

O bolsonarismo, longe de enfraquecido, demonstra vitalidade impressionante. Apesar da perseguição judicial contínua, das difamações sistemáticas e da mobilização governista com recursos públicos em propaganda e favores eleitoreiros, Flávio se consolida como ameaça real à perpetuação do poder atual.

Essa resiliência frustra quem apostava tudo no esfacelamento do movimento. A carta de Bolsonaro transcende o pessoal: reforça valores como Deus, pátria, família e liberdade, e preserva o legado que mobilizou milhões.

Para o Centrão, para a Faria Lima e para os defensores do velho conchavo, o Natal de 2025 trouxe uma lição amarga: o bolsonarismo não se rende às manobras das elites. Ele se renova e avança. O povo brasileiro, cansado de manipulações, espera que em 2026 as eleições sejam resolvidas nas urnas, pela vontade soberana, e não em conchavos apoiados por narrativas convenientes de quem se julga dono do Brasil.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *