
Publicado em 06 de Janeiro de 2026
O desespero da esquerda – com Lula convocando reuniões de emergência no Itamaraty e militantes gritando “golpe imperialista” – diante da captura de Nicolás Maduro por forças americanas sob comando de Donald Trump é compreensível: o ditador chavista, agora algemado, expõe décadas de conchavos que o PT e aliados tentaram enterrar. Em 2026, ano eleitoral no Brasil, isso é uma potencial dinamite política. Eles contavam com a “espiral do silêncio” para calar verdades incômodas, mas a história, com seus esqueletos no armário, fala mais alto.
O principal esqueleto é o Foro de São Paulo, fundado em 1990 por Lula e Fidel Castro em São Paulo. Criado para coordenar a extrema-esquerda após o fim da Guerra Fria, reunia partidos como PT, PSUV (de Chávez e Maduro), FARC e Sendero Luminoso. O objetivo: apoiar Cuba financeiramente e exportar o “socialismo do século XXI”. Lula presidiu várias edições; Chávez e Maduro usaram petrodólares venezuelanos para financiar campanhas aliadas. Quando escândalos de financiamento ilícito e apoio a narcoguerrilhas tornaram o Foro tóxico, ele foi rebatizado em 2019 como Grupo de Puebla, em reunião discreta no México – dias antes de um encontro do Foro em Caracas. Não foi mero rebranding: tratava-se de maquiagem para uma “coordenação política sem partidos”, com líderes como Lula, Alberto Fernández (Argentina) e Gabriel Boric (Chile). O DNA, porém, permaneceu o mesmo: desestabilizar governos de centro-direita (como nos protestos no Chile de 2019) e perpetuar regimes autoritários.
Outra ossada exposta: o caixa 2 nas campanhas chavistas. Em 2012, para a reeleição de Hugo Chávez (já doente), Maduro – então chanceler – entregou pessoalmente malas de dinheiro vivo aos marqueteiros brasileiros João Santana e Mônica Moura, também responsáveis pelas campanhas de Lula em 2006 e Dilma em 2010. Foram US$ 10 milhões confirmados em delação, pagos semanalmente na chancelaria ou no Palácio Miraflores, sem contratos. Lula recomendou o casal e José Dirceu providenciava os jatinhos para o deslocamento.
Lula foi garoto propaganda histórico do chavismo. Em abril de 2013, gravou vídeo de apoio explícito: “Maduro Presidente é a Venezuela que Chávez sonhou”, expondo sua “afinidade” com o ditador e a “transferência de renda petroleira” que tornaria o país “mais justo” – apesar das fraudes eleitorais evidentes. A ligação nunca se rompeu: em 2023, Lula recebeu Maduro no Planalto com tapete vermelho e honras de chefe de Estado, mesmo com o ditador na lista da Interpol por crimes contra a humanidade.
Também incomoda à esquerda as cenas das repressões brutais promovidas pelo tirano Maduro, com tanques russos e blindados esmagando protestos em Caracas, matando centenas de pessoas – cenas que foram transmitidas ao mundo.
A verdade que a esquerda esconde: sob o chavismo, a Venezuela atingiu hiperinflação de mais de 1 milhão por cento em 2018, com 8 milhões de refugiados, fome e miséria generalizada. A gritaria sobre “intervencionismo yankee” é cortina de fumaça para encobrir décadas de fracasso socialista. A captura do ditador esquerdista é um alívio para o povo sofrido da Venezuela e um pesadelo para a esquerda latino-americana. Quanto mais gritam, mais os esqueletos dançam.