
Publicado em 14 de Março de 2026
Durante décadas, o PT contou com um tripé de sustentação eficiente: narrativas sociais, institutos de pesquisa alinhados e uma imprensa condescendente. Mas parece que o muro caiu. Os levantamentos mais recentes da Quaest e do Datafolha agora revelam o que antes era varrido para debaixo do tapete: a rejeição de Lula superou a aprovação, atingindo a marca simbólica de 51%.
Enquanto o governo patina na economia e na segurança, Flávio Bolsonaro sobe nas pesquisas, já aparecendo numericamente à frente de Lula. O sentimento de mudança não é mais uma ameaça distante; é um fato estatístico que os editoriais da grande mídia já não conseguem omitir. O governo está enrolado e a opinião pública percebeu que a “aura de imbatível” do presidente ficou no passado.
E nada disso é obra do acaso.
A ascensão meteórica de Daniel Vorcaro e o crescimento do Banco Master são frutos de um modelo de negócio com DNA puramente petista. Para entender o Master, é preciso olhar para o Credcesta. Nascido nos bastidores da política baiana sob governos petistas, o Credcesta serviu como um laboratório de captura de renda, operando de forma agressiva sobre o salário de servidores públicos. Dois personagens da cúpula da estrela vermelha foram fundamentais naquela jogada: Jaques Wagner e Rui Costa. O primeiro era o elo com Augusto Lima, sócio de Vorcaro que comprou a Ebal por míseros R$ 15 milhões; o segundo garantiu por decreto a exclusividade na operação para o Banco Master.
O negócio virou uma mina de ouro – o crédito consignado com taxas astronômicas e garantia de recebimento na fonte. Não satisfeitos em asfixiar os servidores, a estrutura avançou sobre os aposentados e pensionistas do INSS, mergulhando em um escândalo de contratos suspeitos e descontos indevidos. O que o PT chama de “inclusão financeira” nada mais é do que a entrega de bases vulneráveis do Estado nas mãos de um banqueiro que sabia muito bem como transitar nos corredores do poder.
Hoje, Daniel Vorcaro é o arquivo vivo que tira o sono de Brasília. Mantido na cadeia, o banqueiro já começou a movimentar suas peças: trocou sua equipe de defesa por advogados especialistas em acordos de colaboração. O termo “delação premiada” ressoa como um trovão nos palácios.
A preocupação é real porque Vorcaro não é apenas um banqueiro; ele é o elo entre o sistema financeiro e a engrenagem política que sustentou campanhas e alianças. As mensagens encontradas em seus celulares, que citam desde ministros do STF até encontros fora da agenda com Lula, mostram que ele tem provas de como a máquina funciona por dentro.
O sistema não sabe o que fazer com Vorcaro porque soltá-lo seria um escândalo moral, e mantê-lo preso é empurrá-lo para a delação. O PT assiste, impotente e desesperado, ao colapso de suas narrativas.
Entre o derretimento nas pesquisas e as revelações de escândalos em mais um mandato, Lula e o PT caminham em direção ao abismo. E aí pode estar alguma esperança para o Brasil.