
Publicado em 07 de Março de 2026
A crise envolvendo o Banco Master e o INSS caminha para revelar as entranhas de uma engenharia política montada dentro do PT para favorecer aliados e avançar sobre o bolso do cidadão. As digitais desse esquema bilionário levam à cúpula do partido ao nordeste, que chocou o “ovo da serpente” na Bahia e o exportou para o coração do Governo Federal em Brasília.
O esquema nasceu de uma articulação direta entre o ex-governador e atual Chefe da Casa Civil de Lula, Rui Costa, e do hoje senador Jaques Wagner, que entregaram o sistema de crédito da antiga estatal EBAL ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Sob a gestão de Rui Costa na Bahia, o governo petista criou o CredCesta, um cartão de consignado que foi blindado por decretos estaduais. Esses decretos proibiram os servidores públicos de buscarem juros menores em outras instituições, garantindo ao Master um monopólio financeiro forçado e um caixa bilionário à custa do trabalhador.
O banqueiro Daniel Vorcaro, que hoje domina as manchetes, operou com trânsito livre nos corredores do poder petista. Enquanto o banco expandia suas fraudes, Vorcaro participou de pelo menos quatro reuniões fora da agenda oficial com o presidente Lula no Palácio do Planalto. O “cupido” desses encontros secretos foi Guido Mantega, ex-ministro símbolo das gestões econômicas do PT, que ocupava o cargo de “consultor” do Banco Master com um salário de R$ 1 milhão por mês, por indicação direta de Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado.
A parceria entre o Estado petista e o Banco Master rendeu um prejuízo enorme ao bolso de milhares de brasileiros. Auditorias oficiais revelaram que 74% dos contratos realizados pelo banco no INSS apresentavam falhas graves, envolvendo descontos indevidos e refinanciamentos abusivos contra mais de 250 mil aposentados.
Some-se a isso o fato de que o PT ainda precisa explicar a participação de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, na farra do INSS. Embora ele tente jogar a culpa em uma amiga próxima, os sigilos bancários e telefônicos quebrados pelas investigações mostram que ele pode, sim, ter muito a ver com as engrenagens desse esquema. A presença do filho do presidente no epicentro dessa crise apenas reforça que o acesso ao bolso dos brasileiros foi facilitado por um círculo íntimo de poder.
O esquema contava com o uso da máquina pública para “lavar” os ativos podres gerados pelas fraudes. O grupo de Vorcaro empacotava as dívidas fraudulentas dos aposentados e as vendia para bancos públicos, como o BRB (Banco de Brasília), utilizando sua influência política e trânsito no governo para escoar o prejuízo e manter o fluxo de dinheiro do esquema.
O escândalo do Banco Master é a face mais cruel do “capitalismo de compadrio” petista. É um projeto que começou na Bahia com Rui Costa e Jaques Wagner, foi sustentado por consultorias milionárias de Guido Mantega e, até que se prove o contrário, aparentemente chancelado por reuniões secretas de Daniel Vorcaro com Lula.
O rastro de destruição e prejuízos é a prova de que o PT deu as chaves dos cofres públicos para um grupo criminoso. No fundo, esse escândalo está no DNA do PT.