
Publicado em 27 de Fevereiro de 2026
A reação à quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha, filho do Lula, aprovado na CPMI do INSS, escancarou o desespero do PT e seus aliados.
O esquema explodiu depois que o petista voltou ao poder: fraudes bilionárias com descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas, roubando exatamente quem o PT finge defender.
A Operação Sem Desconto, da Polícia Federal e CGU, avançou em várias fases ao longo de 2025, com prisões, buscas e apreensões e, agora, avança para delações que vão expondo toda a podridão.
A primeira fase, de cara, afastou o presidente do INSS. Em outubro, ocorreram 66 mandados de busca em vários estados. Em dezembro, 52 buscas e 16 prisões preventivas, incluindo o secretário-executivo do Ministério da Previdência e ex-dirigentes como Virgílio Oliveira Filho e André Fidelis, presos desde novembro e que agora, segundo a imprensa, já começaram a entregar o esquema.
Eles citam Antônio Carlos Camilo Antunes, o já famoso Careca do INSS, e suas conexões, o que certamente contribui para o desespero petista. Aí precisamos voltar ao primeiro depoimento que começou a tirar o sono da tropa de choque de Lula, o que aconteceu em outubro de 2025. O depoente é Edson Claro, ex-funcionário do chefe da gangue que saqueou os aposentados. Segundo a imprensa, ele foi direto ao ponto: o Careca falava abertamente de Lulinha, o citava em reuniões, fazia sinal com quatro dedos ao falar do “filho do rapaz”. Mesada de R$ 300 mil, mais uma antecipação na casa dos R$ 25 milhões para que abrisse portas no governo, viagens de 1ª classe para Portugal. A PF suspeita que Lulinha seja um sócio oculto do Careca.
O Ministro André Mendonça já havia autorizado a quebra de sigilos em janeiro de 2026, a pedido da PF. A CPMI só confirmou, em votação simbólica em bloco, apesar da obstrução feroz do governo. Discursos intermináveis, pedidos de vista, tudo o que era possível foi feito para atrasar. Quando aprovou os 87 requerimentos de uma vez, a comissão virou um caos: a sessão quase virou ringue, com gritos, empurra-empurra, tentativas de agressão contra o presidente da comissão (Carlos Viana) e o relator (Alfredo Gaspar). A tropa de choque petista agiu como se transparência fosse crime.
Lulinha, claro, nega tudo , mas o timing de suas ações é revelador. Mudou-se para Madri, na Espanha, em julho de 2025, logo após o escândalo explodir. Sumiu das redes sociais por meses depois da mudança, ficou mudo. Agora, após a CPMI aprovar a quebra de sigilo nesta quinta-feira (26/02/2026), amigos do filho do presidente dizem à imprensa que ele está “tranquilo”, vê tudo como perseguição, considera abuso porque não é “formalmente investigado”. O clássico petista: a tal tranquilidade de fachada só depois que o tapete é levantado e a sujeira é revelada.
Lembra o episódio em que Frei Chico, irmão de Lula e vice-presidente do Sindnapi (um dos sindicatos mais citados no esquema), foi ao Ministério da Previdência logo que Lula assumiu? Também deve ser só perseguição e coincidência que, após a visita ao então ministro Carlos Lupi e outros figurões, tenham coincidido com o período em que o sindicato multiplicou a arrecadação em descontos indevidos — de R$ 23 milhões para R$ 154 milhões por ano. A CPMI tentou convocá-lo várias vezes, mas a base governista blindou: em outubro de 2025, rejeitou todos os requerimentos por 19 a 11.
O lobby do irmão, até agora, passou batido. Mas com o filho, parece que vai ser diferente. A reação da tropa de Lula na CPMI deixa claro que podemos estar diante de revelações explosivas.
O PT reage como sempre: nega, bloqueia, grita “perseguição”, mobiliza a tropa para tumultuar. Mesma receita do Mensalão e do Petrolão. Lula, que posou de salvador dos pobres, tem o filho citado em esquema bilionário que roubou aposentados e explodiu durante o seu governo.
Se a quebra de sigilo confirmar que o filho do presidente é, de fato, o sócio oculto desse saque bilionário, o governo Lula não terá apenas que lidar com a Polícia Federal, mas com a desmoralização definitiva. O “roubo dos aposentados” pode ser o carimbo final de um projeto de poder que nunca deixou de operar nas sombras. O pânico da tropa de choque petista é evidente.