O Recado de Porecatu

Publicado em 24 de Fevereiro de 2026
Porecatu, norte do Paraná. 13 mil habitantes. Estrada de terra, poeira que gruda na roupa, sol que queima o asfalto. Cidade que sustenta o Brasil com suor de verdade: soja, gado, comércio pequeno, família que acorda antes do sol nascer pra botar comida na mesa.

E mesmo assim, num bar simples chamado Espetininhos e Jantinha da Nimia, o povo se reuniu. Bandeira do Brasil, camisetas verde-amarelas encharcadas de chuva, trabalhadores com mão calejada, donas de casa com filho no colo, jovens que veem o futuro fugir. Sem evento patrocinado, sem drone filmando, sem influencer cobrando cachê. Era o Brasil real dizendo: “Aqui a gente não desiste”.

Isso não é romantismo. É fato. Esses encontros acontecem em centenas de cidades esquecidas: em bares de esquina, em praças sem iluminação. Gente que sente no bolso o preço de viver em um país que maltrata sua gente, que a conta de luz não baixa, que a violência chega perto de casa. Eles não querem discurso bonito de estúdio. Querem quem aparece, ouve, age. Querem lealdade que não some depois da eleição. E  é exatamente isso que está sendo cobrado das “estrelas da direita”: desçam do pedestal. 

Priorizam o “eu” acima do “nós”: carreira própria, imagem imaculada, cargo garantido, curtidas que massageiam o ego. Pensam primeiro em resolver a própria vida e esquecem que quem age assim não melhora a vida de ninguém além da própria. 

Quem se omite na hora de apoiar aliado, de demonstrar união sem medo de dividir holofote, de ouvir cobrança sem bloquear ou xingar… está dividindo o movimento na prática. Crítica não é traição. Debate interno não divide — fortalece. Quando o povo pergunta “cadê você aqui na base?”, a resposta não pode ser bloqueio ou acusação de “divisor”. Tem que ser trabalho, presença, ação. Representante de verdade absorve o questionamento como ferramenta pra melhorar, não como ameaça pessoal. No Paraná, o caminho certo está sendo mostrado: Filipe Barros rodando o estado sem parar, fortalecendo alianças, priorizando o projeto coletivo pro 2026; é sobre somar forças pra varrer retrocessos, apoiar o escolhido, valorizar o eleitor das pequenas cidades que decidem eleições. É política: lealdade, entrega, união estratégica que coloca o Brasil acima de qualquer biografia individual 

Enquanto isso, certas “estrelas” aparecem esporadicamente pra posar de salvadores e se irritam visceralmente com qualquer cobrança. Reagem com aspereza, bloqueios rápidos, narrativas de “estão dividindo a direita”. Fragilidade pura: confundem mandato com adoração incondicional. Esquecem que o povo não quer ídolo — quer representante que divide o holofote, soma esforços, coloca o bem comum acima do ego. 

O Brasil real já está vendo tudo. Milhares de Porecatus existem por aí: cidades que produzem, que pagam a conta do país, que querem seu Brasil de volta sem retrocesso. Elas estão enxergando quem puxa o arado pro mesmo lado — e quem só posa pra foto enquanto o outro lado avança. O recado é claro e urgente, especialmente agora, olhando pra 2026:  Seja base de verdade: desça pro chão, ouça as ruas, apoie os aliados sem vaidade.  

Ou saia do caminho: pare de preservar o ego a custo do movimento.

O “nós” tem que esmagar o “eu”.  

Existem milhares de Porecatus no Brasil. Em todas, as pessoas também estão de olho em quem puxa o arado pro mesmo lado. 

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