
Publicado em 12 de Fevereiro de 2026
No mundo da politicagem, há uma regra não escrita que o PT segue à risca: quando não dá para explicar a falcatrua, destrua quem revelou o esquema. É exatamente isso que estamos vendo agora na CPMI do INSS. O advogado Eli Cohen expôs a “Máfia do INSS” – um bando que tirava dinheiro de aposentados como quem tira um pirulito de uma criança. Mas o pânico no Planalto não vem só das denúncias de Cohen. Ele vem de bombas muito maiores que precisam ser abafadas a qualquer custo.
Primeiro, as revelações sobre o filho de Lula, Lulinha. Um depoente, ex-funcionário do “Careca do INSS” – um dos chefes da gangue de ladrões –, jogou no ventilador: Lulinha teria recebido R$ 25 milhões mais uma mesada de 300 mil reais. E não para por aí: lembremos do lobby descarado de Frei Chico, irmão de Lula, no Ministério da Previdência, pedindo ao ministro de seu irmão que aliviasse as amarras colocadas por Bolsonaro na questão dos descontos associativos. Foi atendido. A associação da qual Frei Chico é vice-presidente viu seu “faturamento” explodir. Coincidência?
O PT sabe que o cerco está se fechando. Por isso, quando Eli Cohen expôs a máfia inteira, a resposta não foi transparência. Foi o clássico “método do dossiê”: fabricar mentiras para transformar o denunciante em vilão. Atacar o mensageiro para que ninguém preste atenção nos fatos.
Segundo o Estadão, o dossiê foi orquestrado numa mansão luxuosa no Lago Sul, em Brasília alugada pela Fictor, empresa falida, investigada pela PF, com R$ 4 bilhões em dívidas e tentando meter a mão em recursos da Itaipu. Sim, a mesma Fictor que queria comprar o Banco Master e usava a casa como QG de lobby para se aproximar de ministros do governo Lula.
No dia 24 de setembro de 2025, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), líder da bancada petista na CPMI, se reuniu ali com um consultor da Fictor e um ex-policial civil. Pagaram o sujeito para gravar um vídeo falso e ditar um depoimento mentiroso, acusando Cohen de extorsão e de cobrar R$ 5 milhões da oposição. Tudo armado para desqualificar as denúncias, mas também uma oportunidade para uma jogada visando as eleições de 2026. Tentaram colocar o nome de Flávio Bolsonaro na jogada, insinuando que o senador estaria por trás dessa suposta “propina” para direcionar as investigações contra o governo. O plano deu errado. O ex-policial, o próprio peão dessa armação, retratou tudo em cartório: admitiu que foi coagido, pago pela Fictor e que o depoimento foi “totalmente direcionado”.
Mas o PT, em vez de recuar, insistiu no teatro: levaram a mentira à CPMI, fingindo ser guardiões da moralidade. E Pimenta, um dos articuladores do dossiê fake, posando de inocente e revoltado. É o “se colar, colou” elevado à enésima potência – ou, na real, ao desespero puro.
Cada nova pesquisa eleitoral é um prego no caixão: aprovação em queda e rejeição nas alturas. O PT sente o cheiro da derrota e entrou em modo sobrevivência. Tentar envolver Flávio Bolsonaro nesse dossiê fajuto só mostra o tamanho do medo: sabem que Flávio vai mandar Lula e o PT para longe do Planalto em 2026.
Agora, só restou aos desesperados aumentar a produção na fábrica de mentiras, atacando denunciantes para esconder lobbies suspeitos e proteger os amigos do sistema. Mas o jogo virou e a máscara está caindo rápido. O desespero não vai apagar a verdade.