O voto silencioso

Publicado em 25 de Outubro de 2026

Na era do Estado Democrático de Direito, na qual a política é julgada conforme sua capacidade de produzir prosperidade e atrair investimentos externos, o governo Lula vem se mostrando um completo fracasso nesse quesito.

Há uma forte pressão sobre as famílias, com 82% delas endividadas e comprometendo, em média, 29,5% da renda mensal com os pagamentos desses empréstimos. A situação se agrava com a inadimplência, que atinge 30% dos lares e deixa 75,05 milhões de adultos com contas em atraso, o que representa quase 45% da população do país. O cartão de crédito atua como o principal motor desse quadro, concentrando mais de 85% dos casos e superando amplamente modalidades como carnês e empréstimos pessoais.

Esses números refletem a realidade de muitas famílias, que precisam parcelar víveres, fazer empréstimos para quitar contas essenciais para garantir prestações de serviço e não têm espaço no orçamento para presentes ou imprevistos.

Crianças podem adoecer, algum móvel ou tubulação pode quebrar e, com um orçamento apertado, é difícil lidar com esses percalços.

Esses números não expressam apenas uma economia desacelerando, mas sonhos adiados, ansiedade de chefes de lar, insônia. A paz dos brasileiros foi roubada pela política econômica fracassada do governo Lula.

Mas não apenas a economia que determina o sucesso ou fracasso de um governo. O petismo roubou a paz dos brasileiros com sua negligência para com a segurança pública, antes que a economia fosse a causa da ansiedade.

O Brasil registrou uma taxa oficial de 20,1 homicídios para cada 100 mil habitantes, totalizando 42.590 assassinatos. Na Síria, um dos países com um dos conflitos mais sangrentos deste século, organizações de direitos humanos contabilizam cerca de 528,5 mil mortos ao longo de quase 14 anos de guerra civil, resultando em uma média anual de 37 mil a 38 mil mortes. Ou seja, os índices brasileiros — os 42,5 mil homicídios no país — ainda superam a média de letalidade anual do conflito sírio.

Isso sem mencionar que pesquisas recentes do Datafolha (2025) apontam que aproximadamente 19% da população do país — o equivalente a cerca de 28,5 milhões de brasileiros — vive em áreas sob influência ou domínio direto de facções criminosas e milícias.

Os dados são brutais, mas fazer um exercício imaginativo e pensar sobre como é a rotina da grande maioria dos brasileiros é ainda mais angustiante.

O cidadão brasileiro está preso, enclausurado pela insegurança causada pelo domínio das facções e com a vida estagnada, lutando pela vida por causa da desaceleração econômica.

E assim nasce o voto silencioso, a rebelião contra o establishment petista.

O PT ainda mobiliza poderes institucionais e artistas que gozavam de prestígio diante da população, e ocupa inúmeros espaços importantes para a sociedade brasileira.

Mas nem mesmo esse aparelhamento pôde calar a rebelião contra esse massacre promovido pelo PT.

O brasileiro massacrado provavelmente não poderá comemorar uma possível vitória de Flávio de forma ostensiva caso confirme seu favoritismo, pois ainda existem as possibilidades de represálias.

Mas, no seu lar ou entre amigos, essa vitória será comemorada como rebeldia dos oprimidos e silenciados.

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