Vencer militarmente não significa conseguir construir uma nova ordem política. Neste Geoeconomia, analisamos um Oriente Médio marcado por alianças fragmentadas, disputas por energia e países que buscam reduzir suas dependências. De Israel e Irã às monarquias do Golfo, discutimos os limites da força militar e o cenário que Arthur define como “incerteza organizada”: muita competição, acordos circunstanciais e nenhuma potência capaz de determinar sozinha os rumos da região.
Nesse tabuleiro, Turquia e Arábia Saudita oferecem exemplos de como conectar defesa, tecnologia, indústria e diplomacia a objetivos nacionais. Examinamos a base industrial turca, a Visão 2030 saudita e a importância das rotas energéticas de Ormuz e do Mar Vermelho. A pergunta para o Brasil é direta: qual é o nosso projeto de potência? Diversificar alianças, proteger infraestrutura e desenvolver capacidade produtiva exige uma estratégia que vá além de escolher uma potência estrangeira para seguir.