Premiando marginais

Publicado em 08 de Outubro de 2026

José Ortega y Gasset, ao tratar da criação e expansão dos Estados e das unidades políticas, recorre ao historiador alemão Theodor Mommsen — autor da monumental História de Roma e um dos maiores teóricos da estruturação política e jurídica do mundo clássico.

Mommsen definia a construção do Estado pelo princípio da “incorporação”: um movimento em direção a um núcleo central, no qual um núcleo vital superior subordina e absorve entidades periféricas dispersas para dentro de um grande organismo político comum.

Quando descreveu esse processo em que unidades superiores incorporam e subordinam unidades políticas periféricas, Mommsen se referia a um projeto de vida que Roma era capaz de oferecer. Uma forma romana de se entreter, vestir, alimentar e organizar a sociedade como um todo — em suma, uma forma superior e mais refinada de viver.

A natureza do político é utilizar o poder para ordenar a sociedade, criar instituições, leis e regulamentações que podem abrir ou fechar a possibilidade para esse ou aquele modo de vida.

As leis e instituições podem sancionar determinadas práticas, apresentar neutralidade diante de outras e trazer recompensas para uma conduta considerada ideal para os governantes.

É nesse processo de ordenar a sociedade por meio das leis e instituições que nascem — ou morrem — projetos de vida comum, a pressão de uma elite contra o povo desaparelhado ou até o massacre administrativo de uma classe social ou de uma minoria étnica.

Entregar o poder político aos mentirosos, ladrões e assassinos provavelmente moldará a ordem política para favorecer esse modo de vida. A impunidade reinará; a mentira será instrumento para iludir cidadãos e manter altos os níveis de opressão.

No Brasil, a chegada do PT ao poder teve exatamente esses efeitos: aumento vertiginoso da criminalidade, opressão de cidadãos que tentam viver sua vida normalmente, impunidade reinante e estímulo ao modo de vida criminoso. Não se trata de uma sucessão de erros da administração pública. Trata-se de um projeto político que envolve leis, regulações e aparelhamento das instituições de Estado que fecham o caminho da classe produtiva e abrem o da asfixia, da dependência e do empobrecimento programado; trata-se de um claro estímulo ao modo de vida marginalizado e à punição da classe produtiva nacional.

Famílias endividadas em um ambiente de negócios tóxico à produção, que não premia o trabalho, mas parece puni-lo com impostos e com a entrega ineficiente do poder público.

O projeto de vida do petismo parece punir quem quer produzir e prosperar, sancionando sua prosperidade com impostos que alimentam uma máquina de perseguição contra cidadãos comuns, fazendo dos tributos do “Custo Brasil” o combustível para a perseguição e a sanção do cidadão que quer viver do próprio trabalho e está decidido a não adotar o modo de vida do projeto petista.

As leis, regulamentações e o comportamento geral das instituições de Estado parecem estar voltados para vigiar e punir empresários e cidadãos que não compactuam com o regime, em um pacto no qual quem não contribui com o projeto petista merece ter sua riqueza drenada contra sua vontade para colaborar com o avanço do regime.

O projeto nacional de vida comum precisa mudar, tratando quem produz com a proteção e as benesses do Estado e punindo o modo de vida marginal e criminoso.

É hora de expulsar o PT da vida pública nacional.

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