O técnico Roger Machado vem sendo vaiado pela torcida do São Paulo, e a grande imprensa esportiva resolveu acusar a torcida inteira de racismo. Mas será que é racismo mesmo — ou é forçação de barra ideológica?
Neste episódio do Mesa para Dois, debatemos a fundo o caso Roger Machado e mostramos como a pauta racial brasileira foi importada, plantada e instrumentalizada por uma elite intelectual treinada nos Estados Unidos. Citamos o sociólogo Antonio Risério, que documenta como Florestan Fernandes, Fernando Henrique Cardoso e parte da academia brasileira trouxeram esse discurso a partir de bolsas e cursos na Fundação Rockefeller e na Fundação Ford — todos alinhados com a tradição da Escola
de Frankfurt e da chamada “tomada de posições estratégicas”.
A prova mais didática contra a narrativa do racismo estrutural no futebol está nos próprios anos 80: Telê Santana, técnico negro, foi um dos mais vitoriosos da história do São Paulo Futebol Clube e amado pela mesma torcida. Por que a cor da pele não foi problema então e virou problema agora? A resposta passa por entender que o esporte brasileiro foi sequestrado por meia dúzia de pessoas ressentidas que problematizam tudo — e que, como ensinava Aristóteles, conhecer é conhecer pelas
causas.
Discutimos também a sinalização de virtude, o pedágio ideológico, a piada virando crime de conformidade e por que a forçação de barra ironicamente piora qualquer debate honesto sobre racismo no Brasil — um país miscigenado desde sua origem.
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