
Publicado em 12 de Maio de 2026
Após praticamente vinte anos de PT, o Brasil colhe como fruto uma massa de endividados que se aproxima da população da Alemanha, queda da renda per capita – os brasileiros estão empobrecendo e se endividando para sobreviver —, uma crise de segurança pública impossível de ignorar, pois o Estado simplesmente perdeu o controle por partes extensas de seu território. Por fim, o cidadão brasileiro vê maior possibilidade ilusória de obter alguma renda acima do ordenado através de jogos de azar, sem qualquer esperança no trabalho com carteira assinada ou empreendendo.
Não houve em toda a história nacional um partido que tenha prometido trazer uma utopia burocrática onde todos os cidadãos da república seriam “dôtores”, frequentariam aeroportos e restaurantes restritos apenas à elite nacional, e acabasse entregando o absoluto oposto. Hoje em dia, membros das classes mais baixas estão sujeitos às arbitrariedades do crime organizado, a ponto de pais terem a possibilidade de perder suas filhas e filhos para criminosos através do aliciamento, assédio e, não raramente, perder a própria vida dos rebentos para o crime. No lugar da dignidade, prosperidade e conforto, os mais pobres assistiram à imposição do absoluto oposto: a promoção de um genocídio de brasileiros, com taxas de mortalidade superiores às de zonas de guerra, o endividamento para tentar sustentar o padrão de vida de quatro ou cinco anos atrás, a destruição dos postos de trabalho e do acesso ao crédito e a exposição massiva à propaganda de jogos de azar.
Mesmo entregando o país em desgraça quase completa, os marketeiros, acadêmicos e engenheiros sociais lulopetistas tentam enredar a população brasileira em uma narrativa psicótica para escolher novos inimigos e culpados; tentam gerar um estado de neurose geral para ocultar a verdade sobre quem devastou o Brasil.
Para compreender a magnitude da tragédia que o PT impôs ao Brasil, é preciso primeiro jogar no lixo a ideia pueril e reconfortante de que o sr. Luiz Inácio Lula da Silva e sua malta são apenas um bando de políticos “populistas” obcecados por “justiça social”. O discurso oficial de combate à miséria nunca foi um fim em si mesmo, mas a camuflagem perfeita da aplicação rigorosa e metódica de um projeto de poder totalitário, concebido em reuniões do Foro de São Paulo. Essa fraude monumental sustenta a perversão completa do cenário nacional. A manipulação do vocabulário anestesia a opinião pública, fazendo-a aplaudir a destruição das próprias defesas. Um governo que apoderou-se de um Estado rico, inchado e policialesco só goza de estabilidade imperial quando governa sobre uma população fraca, empobrecida e desarmada. Um governo poderoso com pretensões de estabelecer a opressão e o assalto contra seus cidadãos, só pode subsistir através se seus cidadãos forem totalmente desprovidos de meios de reação, sejam eles econômicos, midiáticos ou políticos.
O Brasil que o PT concebeu e trabalha para perpetuar é um vasto curral, dividido rigorosamente entre os senhores absolutos do Partido-Estado e uma multidão rastejante de dependentes. Ou o país destrói o esquema comunopetista até as suas raízes mais fundas, ou estará preso no eterno retorno onde petistas e antipetistas — que precisam que o PT exista e cometa crimes públicos para ter sua razão de existir — administram a pobreza geral alternando-se no poder.