Quem ganha com um Brasil refém do crime?

Publicado em 01 de Fevereiro de 2026

Pode parecer clichê, mas nós realmente vivemos em tempos surreais, onde a sátira já nasce morta porque a realidade decidiu ser absurda.

Todos sabemos, e as pesquisas recentes mostram, que a segurança pública se tornou a preocupação número 1 do brasileiro, superando por muito saúde e economia. Todo brasileiro hoje sai de casa sem saber se irá voltar. E o que faz o nosso estamento burocrático, formado e sustentado pela esquerda e pelos liberais? Continuam tratando o crime como uma “consequência da desigualdade” e o bandido como uma “vítima da sociedade”.

Esse surrealismo teve seu auge quando Oruam, o herdeiro do Comando Vermelho, veio a público pedir “controle” para os assaltantes do Rio de Janeiro. Você não leu errado. O filho de Marcinho VP, que vive uma vida de ostentação que faria qualquer marajá corar, gravou vídeo reclamando que matar “por uma moto” pega mal para quem “defende a favela”

O bandido age de maneira prática na sua crueldade. Ele sabe que quem manda no pedaço precisa garantir o mínimo de estabilidade. Enquanto isso, o Estado Brasileiro, guiado por sociólogos e juristas, abre mão de sua soberania quando se recusa a exercer o monopólio da violência, deixando esse vácuo para ser preenchido pelo tribunal do crime.

Quando o bandido pede “menos violência”, ele não está pedindo o cumprimento da lei. Ele está pedindo o restabelecimento do seu monopólio de poder, que foi momentaneamente perturbado. E o governo, pasmem, parece concordar com ele.

Para o esquerdista e o liberal, o criminoso não é quem dá um tiro no trabalhador por um celular. Para eles, o criminoso é uma “vítima do sistema”, um indivíduo oprimido por estruturas invisíveis – enquanto a vítima, sempre esquecida, é só mais um número de estatística. No Brasil real a Dona Maria sabe que o bandido não é uma ideia abstrata, ele é o vizinho, o parente, que tem nome, cara e CPF. Quando se eleva o criminoso ao status de protegido, com audiências de custódia, “saidinhas” e leis frouxas, o governo e o judiciário cospem na cara do brasileiro que vive sob o estresse de não saber quando (e não se) será a sua vez de ser vítima da violência.

O governo Lula atua para desmoralizar a polícia sempre que possível, promovendo uma política de desencarceramento e a leniência com o narcotráfico como parte de um plano conjunto com o poder judiciário de criar um sistema onde o processo legal sirva apenas para encontrar brechas para soltar o bandido rico e o bandido violento. A audiência de custódia virou uma porta giratória que ri da cara do policial que arriscou a vida.

O resultado está aí: a segurança pública é a maior preocupação do brasileiro. O povo sente na pele, mesmo sem saber nomear, que a soberania está sendo rifada não apenas para ONGs e Big Techs, mas para o PCC e o CV, que hoje controlam fronteiras, portos e até a narrativa cultural.

Quando o Estado se retira, o crime assume – e quando o crime assume, até o bandido sente falta de ordem. Não existe paz com leniência ao crime. Enquanto quem trata bandido como vítima e policiais como “opressores” ainda tiver poder no Brasil, continuaremos sendo reféns dentro da nossa própria casa.

Se o Estado não impõe a ordem, o crime irá impor a dele. E, acreditem, a “ordem” do crime é muito pior. A pergunta a se fazer, no fim do dia, é: se até o Oruam já percebeu que a casa está caindo, por que a esquerda e os liberais continuam fingindo que está tudo bem? Talvez porque, no fundo, a desordem interesse a quem quer governar sobre os escombros do nosso Brasil.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *