Publicado em 22 de Agosto de 2025
O vazamento de conversas privadas do Whatsapp de Jair Bolsonaro é tratado como o grande escândalo do momento, uma suposta prova de um plano “golpista”. Mas a verdade é outra: o que foi revelado não é a ameaça, mas a defesa do país. Ao contrário do que a narrativa oficial quer fazer crer, as conversas demonstram a legítima preocupação de Bolsonaro em não escalar ainda mais a tensão no país. Um golpista faria exatamente o oposto: incitaria o caos, não tentaria contê-lo. No fundo, mais uma vez, Bolsonaro está se opondo ao verdadeiro golpe: um avanço contínuo daqueles que, sob o pretexto de defender a democracia, atuam acima da lei, limitando a liberdade de expressão e criminalizando a opinião. E, mais uma vez, o óbvio precisa ser dito: não existe crime de opinião na Constituição.
O que a mídia e a esquerda tentam apontar como uma conspiração é, na realidade, a reação a uma escalada autoritária que não está nos quartéis, mas nos gabinetes do poder. O que os grandes veículos chamam de “retórica radical” é o desabafo que está entalado na garganta de milhões de brasileiros. Ao defender a anistia para pessoas que foram presas e condenadas sem o devido processo legal, o ex-presidente não está conspirando. Ele está denunciando um estado de exceção que ignora a Constituição, age ao arrepio da lei, ao mesmo tempo em que aqueles que o denunciam permanecem em silêncio sobre a evidente perda de direitos. Basta meia hora assistindo qualquer canal de notícias para entender.
Essa não é a primeira vez que presenciamos esse teatro. O vazamento da reunião ministerial em 2020 foi usado para criar algo semelhante. Naquele momento, como agora, o foco não foi nas queixas de Bolsonaro, mas em sua forma de falar. A mídia, em vez de investigar as raízes da insatisfação de grande parte da população, preferiu se prender à superfície, desviando a atenção do que realmente importa: a crescente desconfiança no sistema.
Ao tentar conduzir a narrativa e demonizar Bolsonaro, a imprensa não apenas demonstra sua conivência com o autoritarismo, mas também solidifica a posição do ex-presidente como a voz autêntica da resistência popular. As manifestações que lotaram as ruas em julho são a prova viva de que o que está na garganta de milhões de brasileiros é exatamente o que Bolsonaro expressa. Por ironia, ao tentar silenciar esta expressão, o sistema a fortalece, transformando-a na verdadeira vontade da população, que a grande mídia tenta desesperadamente ignorar. Afinal, quem consegue arrastar multidões para as ruas sem sequer poder participar da manifestação? Isso incomoda demais o consórcio de mídia que, até pouco tempo atrás, detinha o controle total da narrativa.