
Na live semanal no Brasil 247, Rui Costa Pimenta afirmou que o processo contra Jair Bolsonaro ocorre sem nenhuma base jurídica sólida, mesmo com os esforços dos inimigos do ex-presidente para justificar o que, segundo ele, não passa de uma narrativa frágil e repleta de absurdos — como a ideia de que o “golpe de Estado” teria começado em 2021.
Para Pimenta, essa história mal contada denuncia a parcialidade dos juízes envolvidos no caso, e que este pode ser o desempenho mais desastroso do STF neste século: “o Supremo está caminhando para sua maior vergonha na história”, em um julgamento artificial e politicamente orientado.
Segundo o presidente do PCO, os processos conduzidos pelo STF são julgamentos arbitrários que trarão repercussões a longo prazo, e reiterou sua posição de que não viu nenhum golpe no 8 de janeiro, destacando o absurdo de se falar em “insurreição armada” sem que exista sequer uma fotografia de arma de fogo. Essa narrativa, por mais poderosa que seja agora, não resistirá ao tempo, “isso passa, amanhã ficarão os fatos”, disse. Pimenta também notou que a condenação de uma mãe de família, por exemplo, vai permanecer como um registro histórico de um sistema que se distanciou do bom senso.
Rui alertou para as consequências políticas dessa perseguição, especialmente para uma parte da esquerda que apoia abertamente esse processo. Para ele, os condenados sairão como mártires de uma perseguição política odiosa, e esse erro vai marcar profundamente a história política recente do Brasil. Disse ainda que a esquerda brasileira já cometeu muitos erros, mas essa conivência com o STF e com Alexandre de Moraes representa “o pior papel dela desde a ditadura militar”. E que, na prática, apoiar essa perseguição é abrir caminho para a eleição de Tarcísio de Freitas, o verdadeiro candidato do sistema.
Um eventual governo Tarcísio, na visão de Rui, seria a pior tragédia para o Brasil. Um verdadeiro “FHC 2.0”, trazendo a destruição nacional, as privatizações em massa, o fim da Previdência e dos direitos trabalhistas – não seria só um dano para a democracia em si, mas do próprio país. O governador de São Paulo seria então o novo representante da elite financeira, dos banqueiros e das famílias tradicionais como os Marinho (Grupo Globo), que estariam desesperados para se livrar de líderes populares e retomar o controle político do país. Disse que diferentemente de Bolsonaro, que fez concessões ao neoliberalismo durante seu governo mas ainda defende outro tipo de política, Tarcísio representaria um retorno integral ao velho neoliberalismo tucano, um governo “terceira via estilo PSDB”.
Para o “companheiro Ruizão” (como diz o Kim Paim), a condenação de Bolsonaro não tem nenhuma relação com a democracia. Trata-se, na verdade, de uma manobra visando as eleições de 2026; disse que o ato “Sem anistia”, convocado para o dia 31 de março, nada mais é do que um evento pró-Tarcísio, ainda que de forma disfarçada. O objetivo real seria tirar Lula e Bolsonaro do páreo — garantindo assim que a disputa fique entre representantes dóceis do sistema.
Seguindo essa lógica, disse que se o STF conseguir condenar Bolsonaro, aplicará uma pena longa o suficiente para viabilizar uma chantagem política: o apoio de Bolsonaro a Tarcísio em troca de sua liberdade – ou seja, colocar Bolsonaro em um beco sem saída. Afinal, sem o apoio do ex-presidente, Tarcísio não seria eleito. “Pode haver variantes, mas essa é a manobra central da política hoje”, afirmou.
Conclusão:
Nesse cenário, mais do que uma disputa política, o que está em jogo é a sanidade mental das pessoas, forçadas a acreditar que uma cidadã comum deve cumprir pena semelhante à de assassinos famosos como Elize Matsunaga.
Pressionado, o STF começou a tentar parecer mais razoável concedendo a prisão domiciliar de Débora Rodrigues.
Enquanto o líder absoluto das pesquisas eleitorais para 2026 está a caminho da prisão, parece que o establishment midiático e os banqueiros da Faria Lima já escolheram seu candidato: Tarcísio de Freitas. Estando ele de acordo com isso ou não. A pergunta que fica é: o que isso pode significar para o futuro do Brasil?