
Publicado em 03 de Fevereiro de 2026
Mais um espetáculo grotesco protagonizado recentemente por Eduardo Bueno, o “Peninha”, como sempre, destilando um ódio visceral. Dessa vez contra os cristãos evangélicos.
O episódio não pode ser atribuído a um fato isolado ou um simples “surto” de um personagem histriônico. É o transbordamento de uma fossa moral que há muito tempo infiltra o debate público brasileiro: a ideia de que a fé é uma patologia e o fiel, um cidadão de segunda classe.
Ao sugerir que evangélicos não deveriam votar e que deveriam ficar “pastando” nos templos, o sujeito está expondo o DNA autoritário de uma elite que se autoproclama “iluminada”, mas que entra em convulsão ao notar que não consegue mais controlar o pensamento das massas através de seus manuais ideológicos.
A contradição é gritante. Essa mesma patota que preenche formulários sobre “diversidade”, “tolerância” e “Estado Laico” é a primeira a clamar pela cassação de direitos civis básicos quando o grupo em questão não reza pela sua cartilha progressista. Para eles, o Estado Laico não é a neutralidade religiosa do governo, mas a expulsão sumária de qualquer valor moral cristão da esfera pública.
O que realmente apavora figuras como Peninha não é o templo, o pastor ou a liturgia. O que os assusta é a autonomia moral. O cristão que defende a família, que exige segurança pública e que não aceita ser massa de manobra de engenharia social é o maior obstáculo para quem deseja um povo dependente de migalhas estatais e de validação intelectual acadêmica.
Não é de hoje que o “historiador” coleciona episódios lamentáveis. O ataque aos cristãos é apenas o ataque mais recente de uma profusão de intolerância. Em diversas ocasiões, o tom debochado de Bueno descambou para o preconceito regional, tratando o nordeste e com um desdém que beira o colonialismo intelectual. Para ele, parece que a inteligência do país termina onde começa o seu próprio círculo social.
Peninha revelou seu lado mais sombrio ao comemorar o assassinato de Charlie Kirk. Provavelmente sua “democracia” é um clube fechado onde só entram convidados que pensam exatamente como ele. Quem discorda não merece apenas o debate, merece a aniquilação pública.
Contudo, a valentia de Peninha no caso Kirk mostrou-nos um limite bem definido: o saldo bancário. O histérico só ensaiou um pedido de desculpas quando sentiu o peso do cancelamento de seus contratos e a debandada de patrocinadores. É a “ética do bolso”. Para essa elite, o ódio é livre, desde que não atrapalhe os negócios. A retratação não veio do coração ou da razão, mas do medo de perder o conforto.
Agora, com o ataque aos evangélicos, o histérico mostra que a elite “esquerda caviar” odeia o povo que toma porrada da vida e se mantém de pé porque acredita em algo maior que o governo. Eles odeiam a esperança que não nasce de uma promessa de palanque, mas de uma promessa bíblica.
O Brasil real não cabe nos “livros de colorir” de intelectuais de auditório. Ele está nas comunidades, nas igrejas de periferia e nas famílias que acordam cedo para trabalhar enquanto o “profeta do esgoto” grita com a câmera.
Atacar a fé do brasileiro é, em última análise, um atestado de falência moral. É a tentativa desesperada de quem perdeu completamente o argumento e agora resta a tentativa de interditar o eleitor.
A democracia que Peninha diz defender é feita, justamente, por aqueles que ele tenta calar.