Os economistas de antigamente previam ações políticas a partir dos movimentos de mercado; hoje, não compreendem sequer os movimentos que outrora lhes serviam de oráculo.
Em Davos, Trump e seu secretariado tratam tarifas e negociação como instrumentos de comando, afirmam que a globalização falhou e pressionam os europeus a sentar à mesa. Ao mesmo tempo, iniciativas como um “conselho da paz” e planos de reconstrução reposicionam a liderança americana como arquitetura de regras e recursos. Por outro lado, a desglobalização avança nas cadeias de suprimento, enquanto a China reduz sua participação em Treasuries e usa coerção econômica como aviso a aliados no Indo-Pacífico.
Além disso, a demanda por stablecoins nos emergentes cria uma via para higienizar dólares, deslocando poder dos bancos e reordenando a liquidez. Por fim, a política monetária encontra a geopolítica no mesmo tabuleiro.