A ordem geoeconômica global atravessa uma ruptura definitiva, marcando o fim da globalização liberal e a ascensão de um modelo tecnocrático de controle estatal e guerra assimétrica entre blocos. O sistema financeiro, as cadeias de suprimentos e o arcabouço jurídico foram convertidos em armas de guerra assimétrica.
Potências hegemônicas e Estados periféricos convergem na aplicação de um imperialismo jurídico extraterritorial, utilizando mecanismos de compliance, tributação retroativa e congelamento de ativos para asfixiar a mobilidade do capital e neutralizar dissidências. A interdependência econômica, outrora vendida como vetor de prosperidade, revela-se agora como a principal ferramenta de vulnerabilidade estratégica e coerção geopolítica.