Agentes corporativos e estatais, ao priorizarem a segurança e a integridade dos ecossistemas econômicos de tecnologia e inteligência artificial (IA), parecem evidenciar que a hipercompetição entre empresas privadas do século passado foi uma fase transitória para a consolidação de hipermonopólios tecnológicos. Hoje, presencia-se a fusão entre Estados e corporações, na qual a inovação se tornou uma arma de coerção geopolítica.
Ao mesmo tempo, esses titãs pan-industriais não competem mais por clientes; eles controlam a própria infraestrutura da realidade econômica. Por outro lado, nações sem soberania digital tornam-se meras colônias, reféns de ecossistemas estrangeiros, sem quaisquer meios para reagir diante da operação de ascensão de megablocos tecnológicos subsidiados e protegidos por Estados nacionais.